O Ministério da Saúde de Moçambique pode falhar o cumprimento das atividades planificadas para 2018 por falta de dinheiro, alertou a diretora-adjunta de Planificação.

“Vamos ter de adequar os poucos recursos que temos disponíveis, por causa do contexto em que nos encontramos, nessas áreas prioritárias”, disse Lídia Chongo, à margem de uma reunião sobre planificação do Ministério da Saúde em Maputo, citada esta quinta-feira pelo diário O País.

Aquela responsável referiu que a malária, a tuberculose e a sida continuam a ser os principais desafios para o setor público, bem como a expansão da rede de saúde por todo país.

Estamos preocupados com a expansão da rede sanitária, prestação de cuidados básicos e gestão de medicamentos”, declarou Lídia Chongo.

Lídia Chongo disse ainda que há preocupação crescente com o alastrar de casos de hipertensão e cancro.

Essas doenças tendem a tornar-se comuns no nosso país, daí que não podem ser ignoradas“, frisou Lídia Chongo, observando que uma das estratégias passa por facilitar o acesso ao rastreio de cancro da mama para todas as mulheres em idade fértil.

De acordo com dados do Ministério das Finanças, no Orçamento de Estado de 2017 o valor total alocado para saúde foi de 21.143,8 milhões de meticais, uma fatia de 10,1% do total.