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Alunos do 9.º ano melhoram notas. Média a Matemática volta a ser positiva

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Os alunos do 9.º ano melhoraram as notas nas provas finais de Português e Matemática. A média a Matemática voltou a ser positiva depois de ter caído para terreno negativo em 2015.

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As provas finais do 3.º ciclo foram realizadas em 1.258 escolas. Ao todo foram feitas 185.317 provas

MARIO CRUZ/LUSA

As provas finais do 3.º ciclo foram realizadas em 1.258 escolas. Ao todo foram feitas 185.317 provas

MARIO CRUZ/LUSA

Depois de conhecidos os resultados dos exames nacionais do 12.º ano, as boas notícias repetem-se. Os alunos do 9.º ano melhoraram as notas nas provas finais de Português e Matemática. Os alunos que realizaram a prova de Português este ano letivo obtiveram uma média de 58% (numa escala de 0 a 100%), um ponto percentual acima do resultado de 2016, e a Matemática, embora com um desempenho pior, atingiram uma média positiva de 53%, face aos 47% do ano anterior, segundo a informação divulgada esta sexta-feira pelo Júri Nacional de Exames.

Os resultados na prova de Português não sofreram uma grande oscilação face aos do ano anterior. A média subiu um ponto percentual e a taxa de chumbos desceu na mesma proporção. Dos 92.144 alunos postos à prova, 7% não conseguiram ter positiva. Em 2016 essa percentagem tinha sido de 8%. Cerca de 75% dos alunos obtiveram uma classificação igual ou superior a 50%.

De acordo com o IAVE, e olhando mais em detahe para os domínios explorados na prova, os alunos saíram-se melhor a gramática e na escrita e pioraram a leitura e educação literária.

Já a Matemática a subida nas médias foi bastante mais expressiva, tendo passado de 47%, em 2016, para 53% este ano. E a taxa de chumbo caiu de 34 para 32%. São boas notícias a Matemática: a média nesta prova realizada por 92.620 alunos voltou a ser positiva depois de ter caído para terreno negativo em 2015. Cerca de 57% dos alunos obtiveram classificação igual ou superior a 50%.

No caso da Matemática, onde os alunos melhoraram mais foi no domínio da Organização e Tratamento de Dados e em álgebra foi o único domínio em que pontuaram ligeiramente abaixo do ano passado.

A propósito dos resultados agora divulgados, o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) diz que “as variações, no quadro destas provas, públicas, e considerando a escala usada para o reporte dos resultados, não têm relevância de um ponto de vista estatístico e, como atrás referido, estão alinhados com o padrão de variabilidade interanual de anos anteriores”.

Lembre-se que a Sociedade Portuguesa de Matemática veio dizer que o exame do 9.º ano tinha uma pergunta cuja proposta de resposta estava “integralmente errada”. Em causa, a proposta de correção apresentada pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) ao item 14, que pedia ao aluno para fatorizar o polinómio x2 – 4. O critério de correção dado pelo IAVE diz que a resposta correta é (x – 2)(x + 2). Mas, ao Observador, Jorge Buescu, presidente da SPM, disse, na altura, que “o erro do IAVE é dar cotação parcial de 75% (3 pontos em 4) à resposta integralmente errada x – 2 × x + 2″. “Sendo a resolução de um único passo, sem cálculos intermédios, não é aceitável que uma resposta 100% errada tenha cotação parcial. Está simplesmente errada.”

O IAVE veio contudo reiterar que não “nada de errado existe na opção”, explicando que “o objetivo do item 14 era verificar se os alunos identificam um dos casos notáveis da multiplicação de polinómios” e que “a resposta referida pela SPM como «integralmente errada» evidencia essa identificação, embora esteja escrita de modo formalmente incorreto, por omissão dos parêntesis”.

IAVE garante que correção da prova de matemática do 9.º ano não tem “nada de errado”

O organismo responsável pela elaboração das provas e exames nacionais acrescentou ainda que “de acordo com os critérios gerais relativos a respostas restritas, onde se indica que a apresentação de expressões incorretas do ponto de vista formal está sujeita à desvalorização de um ponto, foi esta a desvalorização aplicada”.

As provas finais do 3.º ciclo foram realizadas em 1.258 escolas. Ao todo foram feitas 185.317 provas e estiveram envolvidos no processo 3.981 professores classificadores e cerca de 10.000 vigilantes.

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