Apareceu vestido de verde-militar, com uma máscara a ocultar-lhe a cara e rodeado de uma série de outros homens, também encapuzados. Perante as câmaras dos canais de televisão que acompanhavam a manifestação, uma marcha noturna de homenagem aos 95 mortos nos últimos três meses em protestos contra o governo de Nicolas Maduro, Óscar Pérez invetivou a população e avisou o Presidente: “É hora de este narcogoverno cair. Maduro, acabou-se o teu poder”.

Na Praça Altamira, na capital venezuelana, o militar, de 36 anos, anunciou que no próximo domingo, dia do referendo convocado unilateralmente pela oposição contra o presidente e a sua intenção de fazer rever a Constituição, vai estar nas ruas, “a defender o povo, para que os narcotraficantes e os grupos paramilitares não impeçam o processo” de votação.

“O que é que a Venezuela quer? Liberdade!”, gritou Pérez, um dos homens mais procurados do país desde que no passado dia 27 de junho levou a cabo um ataque de helicóptero contra o edifício do Supremo Tribunal da Venezuela. Depois das palavras de ordem, subiu para uma mota e desapareceu, tão rapidamente como surgiu na praça em Caracas, de regresso à clandestinidade.

Antes, o militar, que também é ator, tinha convocado, para a próxima terça-feira, 18, dois dias após o referendo, um bloqueio nacional geral, apelando ao corte de estradas e à união dos venezuelanos contra o governo de Nicolas Maduro.

“Patriota e nacionalista”. Quem é Óscar Pérez, o autor do ataque de helicóptero na Venezuela?