Aconteceu na passada quarta-feira pouco antes das 18h00, na praia Maho, em St. Maarten, nas Antilhas Holandesas, Caraíbas. Uma turista neozelandesa, de 57 anos, foi projetada pela deslocação do ar provocada pela ignição dos motores de um avião a descolar do Aeroporto Internacional Princesa Juliana, mesmo ali ao lado, e ficou gravemente ferida, acabando por morrer poucos minutos depois.

De acordo com a polícia local, a mulher estava pendurada na vedação que separa o areal da pista de aterragem, com uma série de outras pessoas, numa atividade radical que é praticada ali desde que o aeroporto começou a funcionar, em 1943. É a primeira vez que alguém morre, enquanto vê de perto os aviões e tenta combater os fortes ventos que as descolagens provocam.

“A aterragem e descolagem de todos os tipos e tamanhos de aeronaves no aeroporto de Sint Maarten é bem conhecida internacionalmente como uma grande atração turística. Muitos turistas vêm à ilha para experimentar a emoção de ter os aviões que se aproximam da pista a voar baixo sobre as suas cabeças e de se agarrarem à vedação do aeroporto para suportar o impacto das grandes aeronaves a levantar voo. Fazer isto é, contudo, extremamente perigoso”, avisou a polícia via Facebook, no dia do acidente.

Female dies as a result of serious incidentOn Wednesday July 12th at approximately 06.00 p.m. the Emergency Central…

Posted by Police Force of Sint Maarten – Korps Politie Sint Maarten on Wednesday, July 12, 2017

Existem vários avisos espalhados pela praia e nas zonas circundantes a alertar para os perigos que a proximidade com o aeroporto acarreta, mas que são invariavelmente ignorados pelos turistas. Em 2012, recorda a CNN, uma mulher ficou ferida depois de voar contra um passeio alto de cimento — até agora, esse tinha sido o acidente mais grave a assinalar.

“Encontrei-me com a família da falecida esta noite, eles reconhecem que o que fizeram foi errado, tendo em conta os bem visíveis sinais de perigo, e lamentam que o risco que correram tenha tido o pior desfecho possível”, disse ao New Zealand Herald Rolando Brison, o responsável pelo departamento de turismo da ilha.