Os preços na produção industrial desaceleraram em junho relativamente ao mesmo mês de 2016, ao subir 2,7%, depois do crescimento de 4,1% em maio, enquanto na comparação mensal desceram 0,2%, informou esta quarta-feira o INE.

O Índice de Preços na Produção Industrial, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revela ainda que, no segundo trimestre, a variação homóloga (face ao mesmo período de 2016) foi de 3,9%, em baixa relativamente ao valor apresentado nos três meses precedentes, quando foi 4,5%.

O abrandamento do índice agregado em junho na comparação homóloga “foi determinado sobretudo pela evolução do agrupamento de energia, que passou de uma variação de 16,3% em maio para 8,9% em junho”, explica o INE.

Excluindo o agrupamento de energia, os preços na produção industrial registaram um aumento de 1,3%, desacelerando 0,1 pontos percentuais face ao observado em maio.

A área das indústrias transformadoras registou uma subida homóloga de 1,8% (quando em maio foi de 3,1%).

Na análise do segundo trimestre, o INE refere que o agrupamento de energia foi o que mais influenciou a variação do índice trimestral, com um contributo de 2,7 pontos percentuais resultante do aumento de 14,5% (20,3% no trimestre anterior).

Sem a área da energia, os preços na produção industrial aumentaram 1,4% no trimestre (variação de 0,9% no primeiro trimestre). O índice das indústrias foi aquele que mais contribuiu para a variação do índice total.

Na variação mensal, os preços na produção industrial apresentaram, em junho, uma descida de 0,2% (uma subida de 1,2% no mesmo período de 2016).

A variação do índice total “foi particularmente influenciada pelo contributo da secção das indústrias transformadoras (menos 0,3 pontos percentuais), originado pela variação mensal de menos 0,3% (0,9% em junho de 2016)”, aponta o INE.