Xanda, um jovem leão de seis anos, foi morto a tiro por caçadores quando deambulava fora da zona protegida do Parque Nacional de Hwange, no Zimbabué. Xanda não era uma leão qualquer: era filho do leão Cecil, o mais conhecido do país, também ele morto por caçadores em 2015.

Agora, o mesmo destino teve Xanda, que foi abatido por caçadores fora da zona protegido. Os seguranças do parque acreditam que os caçadores esperaram dias e que atraíram o jovem leão para fora da reserva, como terão feito igualmente ao seu pai.

A caça foi organizado por Richard Cooke, conhecido caçador de leões, mas a identidade dos clientes que lhe pagaram dezenas de milhares de dólares para chegar ao leão não foram reveladas.

Xanda usava uma coleira de localização e os responsáveis do parque temem agora pela segurança das suas crias.

A morte do pai Cecil incendiou as redes sociais e a discussão tornou-se política, a exigir que o culpado, entretanto identificado como um dentista de Mineápolis, fosse julgado.

O dentista acabou por morrer, mas nunca foi formalmente acusado.

A caça aos leões é considerada por alguns caçadores um desporto nobre que ajuda a controlar as populações de leões. Contudo, é a maior ameaça às populações. Mais de 1500 leões são mortos por caçadores todos os anos: uma média de quatro leões por dia. Em Portugal, pode custar 25 mil euros.

A espécie viu 90% da sua população desaparecer no espaço de 100 anos, com apenas cerca de 22 mil leões no mundo.