O PCP desdramatizou esta quinta-feira efeitos das divergências com o Governo e o PS sobre o banco de terras, chumbado pelos comunistas, nas conversações para o Orçamento do Estado de 2018.

“Não retiramos nenhum elemento de dramatismo relativamente à situação política”, afirmou o líder parlamentar comunista, João Oliveira, numa conferência de imprensa em que fez o balanço do trabalho da bancada na sessão legislativas que agora acaba. Para João Oliveira, a discussão do orçamento “tem um quadro próprio” e os comunistas manterão o compromisso em que assenta o acordo parlamentar com o PS, que viabiliza o Governo para “um exame comum” ao orçamento.

O que foi aprovado e chumbado na última reunião plenária antes das férias parlamentares

De resto, desdramatizou as divisões e divergências com os socialistas, considerando que são normais em democracia. O debate político “faz-se do debate, do confronto de posições e opiniões”, afirmou, lembrando de novo que não retira “chumbo” da lei do banco de terras do voto pelo PCP qualquer “nota de dramatismo”.

Na quarta-feira, no parlamento, PSD, CDS-PP e PCP chumbaram o diploma do Governo para a criação do banco de terras, incluído no pacote das florestas, e, por outro lado, a proposta do executivo referente aos benefícios fiscais das entidades de gestão florestal transitou para o início da próxima sessão legislativa.