Cinquenta cabines fixas e 30 radares que vão rodando pelas cabines, em 25 estradas sensíveis de Norte a Sul do País. Tudo deveria estar em pleno funcionamento até janeiro de 2017. Mas seis meses depois do prazo estabelecido, há nove radares que continuam sem funcionar, e ao consórcio Eyssa-Tesis/Micotec, a quem foi adjudicada a instalação do sistema, não foi exigido o pagamento de uma multa, que ultrapassaria já um milhão de euros, prevista no contrato, conta o Público.

Ao jornal, o Ministério da Administração Interna confirmou que o contrato atribui “à entidade adjudicante a responsabilidade de assegurar a sua ligação à rede eléctrica em baixa tensão”, mas acrescentou, logo de seguida, que “a execução de cada uma das 50 ligações dos LCV (Locais de Controlo de Velocidade) à rede elétrica (ligações entre o posto de transformação e o ponto de entrega de energia) não está no âmbito do referido contrato, tendo corrido paralelamente à execução daquele”.

Por sua vez, o presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), Jorge Jacob, explicou que o consórcio já pediu a instalação das ligações elétricas “há muito tempo” à EDP, mas que estas “ainda não foram todas instaladas” e, em alguns casos, aguarda-se “a autorização dos municípios e de outras entidades que têm emitir licenças”. Rematou, dizendo que os custos da ligação ao posto de transformação são da responsabilidade da própria ANSR, pelo que a “culpa do atraso é da ANSR”.