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Um jovem de 15 anos, que viajava sem acompanhamento, foi retirado do seu lugar no voo ZY8333 da companhia aérea easyJet, com destino a Toulouse, e deixado sozinho na porta de embarque, na passada quinta-feira de manhã. A mãe de Casper Read, um estudante de Worthing, West Sussex, ajudou-o a fazer o check-in no aeroporto e deixou-o na porta de embarque para o seu voo, que ele apanharia sozinho para se encontrar com outros familiares em França.

Read recebeu uma passagem de embarque que o destinava ao lugar 9A, mas, ao entrar no avião, um outro passageiro reclamou esse assento. Com o voo lotado, foi pedido que Read abandonasse o avião, segundo o The Guardian. O adolescente escreveu uma mensagem de texto à mãe, Stephanie Portal, que regressou ao aeroporto e pediu ajuda a funcionários para encontrar o filho.

Enquanto tudo isto acontecia, os avós de Read, que iam buscar o jovem a França, já tinham embarcado num voo com destino a Toulouse. Portal acabou por persuadir a easyJet a atribuir um novo lugar ao filho no voo seguinte. Mas acrescentou que lhe tinham garantido que os quatro voos dessa quinta-feira, com destino a Toulouse, estavam lotados.

O voo em que Read embarcou estava programado para as 18h40, mas sofreu um atraso de quase três horas, o que implicou que o adolescente só chegasse ao seu destino muito depois da meia noite.

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É uma loucura. Eles deixaram-no sozinho na porta de partidas. Por sorte, ainda não tinha embarcado no meu comboio de regresso a Londres e consegui ir ter com ele. Se eu não estivesse lá, não sei o que lhe poderia acontecer, ele não tinha dinheiro para ir para casa”, disse a mãe, citada pelo Guardian.

Um porta-voz da companhia aérea envolvida pediu desculpa “por qualquer inconveniente causado” e lamentou que “o voo de Casper Read de Gatwick para Toulouse estivesse lotado”. A easyJet abriu uma investigação para perceber como é que o jovem conseguiu embarcar na avião e porque é que não lhe foi dada a informação de que o voo se encontrava lotado.

A presidente-executiva da easyJet, Carolyn McCall, rejeitou que a empresa tivesse problemas com a lotação dos voos e com o excesso de reservas, mas lamentou o sucedido. As companhias aéreas de todo o mundo foram submetidas a maiores pressões relacionadas com o excesso de lotação dos voos, depois de um passageiro ter sido retirado à força de um avião da United Airlines.