O combate ao incêndio no concelho de Proença-a-Nova apresenta uma “evolução relativamente favorável”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal.

A frente que se aproximava da vila não está ainda controlada, “mas é menos grave” e, até agora, as chamas não passaram o IC8, estando meios posicionados naquela via para garantir que o fogo não segue em direção à sede do concelho, explicou o presidente da Câmara, João Lobo.

Outra frente caminha a sul, já na freguesia de São Pedro do Esteval, sendo que a aldeia de Redonda “é a única em contingência”, afirmou o autarca, sublinhando que essa frente “evolui mais lentamente”, por ser uma zona com muito pasto e menos densidade florestal.

Até ao momento, acrescentou, não foi feita qualquer evacuação e continua a não haver registo de feridos ou de casas de primeira habitação destruídas.

“O vento não está tão forte [como ao final do dia] e isso está a ajudar ao combate” às chamas, frisou João Lobo, referindo que as frentes “que evoluem com mais rigor” são as de Proença e de Cimadas.

O incêndio deflagrou na tarde de domingo no concelho da Sertã (distrito de Castelo Branco) e alastrou-se a Proença-a-Nova, bem como ao concelho de Mação (distrito de Santarém).

Às 22:40, em todo o perímetro do fogo, estavam a atuar no combate às chamas 995 homens e 322 viaturas, segundo a página da Autoridade Nacional da Proteção Civil na internet.

Chegou a haver risco de chegar a casa

O presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Lobo, chegou a dizer, esta segunda-feira que, perante o ponto de situação desta tarde, havia o risco de o incêndio que lavra no município “chegar ao limite urbano” da sede de concelho. “Há o risco de chegar ao limite urbano da sede de concelho, Proença-a-Nova”, afirmou à agência Lusa o presidente deste município do distrito de Castelo Branco.

João Lobo adiantou que cerca das 15h00 o fogo continuava “com mais do que uma frente” e adiantou que há perigo para localidades como Galisteu, Vale de Água, Relva da Louça e Abrunhais.

O fogo está ao final da tarde desta segunda-feira “nas costas” da vila de Proença-a-Nova, fora do perímetro urbano, afirmou o presidente da Câmara. “O incêndio tem duas partes, uma que está junto ao Cruzeiro, já nas costas da vila, mas ainda não entrou no perímetro urbano, sendo que está muito perto, e outra que se desenvolveu junto de Vale de Água”, afirmou João Lobo, cerca das 19h00.

O presidente do município de Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, sublinhou ainda que até esta hora “não ardeu nenhuma habitação permanente”, sendo que há registo de terem sido afetadas pelas chamas “habitações devolutas e barracões”.

“A prioridade é ter meios junto às povoações, onde o fogo está próximo, para salvaguardar as pessoas e bens”, disse.

Contudo, explicou, não houve até agora necessidade de evacuar essas localidades, sendo que as forças no terreno – a GNR em contacto com o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) – “fazem essa avaliação”.

O fogo está próximo da sede do concelho, vamos ver. Às tantas vai mesmo chegar ao limite urbano de Proença-a-Nova”, repetiu.

O autarca disse ainda que houve reforço dos meios terrestres: “Os meios aéreos foram reforçados com dois aviões estacionados em Proença e mais dois que estão em Viseu. Os Canadair tiveram que abandonar para reabastecer”.

João Lobo sublinhou que a prioridade é a salvaguarda dos perímetros habitacionais, pessoas e bens.

O incêndio deflagrou no domingo, no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, na localidade de Mosteiro de São Tiago, na freguesia de Várzea dos Cavaleiros, tendo o alerta sido dado às 13h47. Posteriormente, estendeu-se ao concelho vizinho de Proença-a-Nova.

Segundo a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), às 19h55, estavam no terreno 322 bombeiros, apoiados por 103 viaturas e 1 meios aéreos.

Notícia atualizadas às 00h11, com a informação de que o fogo estava a evoluir favoravelmente