A líder do BE, Catarina Martins, defendeu esta terça-feira um reforço de verbas para a Cultura no Orçamento do Estado de 2018, considerando que é preciso que o Governo volte a dar aos monumentos autonomia de gestão.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Convento de Cristo, em Tomar, distrito de Santarém, Catarina Martins lamentou ainda as pressões a que os monumentos portugueses estão sujeitos “para uma lógica de concessão a privados, para a sua manutenção”.

A líder do BE lembrou que Portugal está a viver um período de crescimento grande do turismo e que esse crescimento põe pressão no património edificado, que recebe mais visitas: “Ainda bem que assim é, mas aumentam as pressões e aumenta a responsabilidade pública sobre os monumentos”, frisou.

Para o Bloco de Esquerda, face a esta realidade, existem dois caminhos.

Um desses caminhos, que o BE rejeita, é o “fazer de conta” que está tudo na mesma apesar do crescente afluxo de turistas, pois “os monumentos ficam reféns das lógicas privadas e sem grande capacidade de manutenção face à pressão da ocupação crescente que têm”.

Ao invés, o BE defende que é “essencial” aumentar os recursos para o património cultural, “com reforço orçamental da pasta da Cultura e dar autonomia aos monumentos para poderem dar resposta às pressões quotidianas” a que estão sujeitos.

“Há todas as pressões para uma lógica de concessão a privados do património para a sua manutenção. Mas, se isso for feito, o património acabará por servir para alguns e não servir para o país todo. Se cedermos a uma lógica de privatização estaremos a matar a galinha dos ovos de ouro, também, do turismo português”, alegou Catarina Martins.