A Fundação Macau, financiada com receitas do jogo, distribuiu no segundo semestre deste ano 178,8 milhões de patacas (19,04 milhões de euros) em apoios financeiros a particulares e instituições privadas do território, foi publicado esta quarta-feira em Boletim Oficial.

O valor representa uma descida de 15,5% em relação aos 211,5 milhões de patacas (22,5 milhões de euros) registados no mesmo período de 2016.

Na lista dos apoios concedidos no segundo trimestre de 2017, incluem-se entidades portuguesas e/ou lusófonas, como a Casa de Portugal (5 milhões de patacas ou 534.027 euros).

A lista dos beneficiários inclui a Fundação Católica do Ensino Superior Universitário, que obteve 3,8 milhões de patacas (405.781 euros) para o plano de atividades do ano letivo de 2015/2016 da Universidade de São José, ligada à Universidade Católica Portuguesa.

Outros visados são a Associação dos Macaenses (1,1 milhões de patacas ou 117.361 euros), a Associação de Divulgação da Cultura Cabo-verdiana (100.000 patacas ou 10.675 euros), ou a Associação dos Jovens Macaenses (74.000 patacas ou 7.895 euros).

Além disso, atribuiu 37 bolsas de estudo para estudantes não-residentes de Macau (de países e regiões lusófonas e da Namíbia), alocando 1,3 milhões de patacas (138.819 euros) em subsídios de alojamento e propinas e de subsistência relativos ao corrente ano letivo.

No topo da lista dos principais beneficiários dos apoios concedidos está a Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu, que recebeu 37 milhões de patacas (3,9 milhões de euros) no segundo trimestre, a primeira prestação do apoio para a aquisição de equipamentos médicos para o Hospital Kiang Wu.

Em 2016, a Fundação Macau atribuiu apoios financeiros no valor de 1.535 milhões de patacas (180,4 milhões de euros) e em 2015 no valor de 1.844 milhões de patacas (216,5 milhões de euros).

A Fundação Macau recebe 1,6% das receitas dos casinos, principal pilar da economia da região, que fecharam o ano passado com receitas de 223.210 milhões de patacas (26.565 milhões de euros), uma queda de 3,3% face a 2015.

Em fevereiro, o presidente do conselho de administração da Fundação Macau, Wu Zhiliang, disse em entrevista à agência Lusa, que a entidade tinha uma reserva de 29,2 mil milhões de patacas, equivalente a 3,1 mil milhões de euros, parte da qual aplicada.

A FM foi constituída em 2001, na sequência da fusão de duas fundações do tempo da administração portuguesa, arrancando com um capital inicial resultante da soma dos saldos monetários de ambas que era, segundo Wu Zhiliang, de 1,7 mil milhões de patacas (201,5 milhões de euros ao câmbio atual).

Atualmente, parte da reserva — oficialmente “capitais acumulados” — encontra-se aplicada em depósitos, fundos, ações e em títulos de dívida estrangeira, um investimento que garante um rendimento mínimo anual de 2,5%, disse o mesmo responsável.