As companhias aéreas Avianca e Delta Airlines informaram as autoridades aeroportuárias venezuelanas de que vão deixar de voar para a Venezuela, foi anunciado na quarta-feira.

A Avianca comunicou ao Instituto de Aeronaútica Civil da Venezuela que vai terminar as ligações para Caracas com origem em Bogotá (Colômbia) e Lima (Peru), a partir de 16 de agosto próximo, indicou a transportadora colombiana, em comunicado divulgado na rede de mensagens instantâneas Twitter.

A decisão está relacionada com “a necessidade de adequar vários processos a padrões internacionais e da melhoria da infraestrutura aeroportuária na Venezuela”, para garantir consistência nas operações, acrescentou.

A suspensão dos voos, segundo o presidente executivo de Aviana, Hernán Rincón, tem lugar depois de 60 anos de serviço contínuo.

“Como companhia, temos toda a disposição e vontade de retomar os voos, assim que estejam garantidas as condições requeridas para o fazer”, afirmou Rincón, sublinhando ser obrigação da empresa garantir a segurança das operações.

Por outro lado, a transportadora norte-americana Delta Airlines vai suspender os voos entre a Venezuela e os Estados Unidos, a partir de setembro de 2017, depois de 15 anos de operações contínuas, noticiou a imprensa venezuelana.

A decisão estará relacionada com a “instabilidade social” no país e a pouca ocupação dos voos, acrescentou.

Desde 2013 que várias companhias aéreas têm reduzido o número de operações de e para a Venezuela, na sequência de dificuldades para repatriar os capitais provenientes das vendas.

O sistema de controlo cambial em vigor na Venezuela impede a livre obtenção local de moeda estrangeira, sendo necessárias autorizações do Estado para efetuar transferências para o estrangeiro.