Estudo realizado por especialistas em fogos florestais da Universidade de Coimbra aponta para que muitas das vítimas de Pedrógão Grande teriam “mais probabilidades de sobrevivência” se tivessem permanecido em suas casas. A pesquisa foi encomendada pelo Governo para perceber os contornos do fogo que abalou a zona centro em junho passado, informa a TSF.

Esta foi a conclusão da pesquisa liderada por Xavier Viegas, coordenador do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Este especialista esclarece que, “de um modo geral, a recomendação a fazer é que é muito preferível ficar em casa ou na aldeia se não há a hipótese da pessoa se retirar a tempo em segurança”.

Muitas das casas intactas, apesar de vazias quando as chamas as rondaram, são outro ponto que confirma a mesma pesquisa.

Não posso dizer isso como regra geral e absoluta, mas como regra sim: as pessoas que permanecessem nas suas casas teriam mais probabilidades de sobreviver”, afirmou Xavier Viegas.

Este centro de estudos apelou ao envio de fotos, vídeos e testemunhos, e tem recebido uma resposta “muito positiva” que permite ajudar a perceber o que se passou no terreno. O estudo, que só deverá estar terminado em meados de outubro, tem ainda como objetivo perceber o porquê de as pessoas terem fugido das suas casa.s

O incêndio de Pedrógão Grande fez oficialmente 64 vítimas mortais (o Ministério Público ainda está a investigar mais duas mortes) e dezenas de feridos e foi considerado uma das maiores tragédias que o país sofreu.