Abençoadas as câmaras de vídeo, especialmente aquelas que se podem montar no pára-brisas viradas para a frente, cujas imagens podem depois ser utilizadas para provar – ou não – a inocência ou culpa dos intervenientes em acidentes. E, desta vez, esta solução tecnológica até serviu para assustar o criminoso, que se pôs em fuga.

Se bem que seja prática corrente na Rússia, onde parece que todos os automobilistas possuem uma câmara montada no tablier para gravar os inúmeros acidentes que diariamente têm lugar nas estradas do país de Putin, a verdade é que esta solução é cada vez mais popular. Especialmente para os proprietários do novo C3, modelo que está equipado de série com uma Citroën Connected Cam, que fotografa ou grava clips a pedido, mas que filma permanentemente os últimos segundos, antes e depois, de qualquer acidente.

Vem isto a propósito do vídeo publicado por uma automobilista, a quem dois indivíduos tentaram responsabilizar por um acidente que nunca aconteceu. Os dois “artistas” – um fazia de motociclista e outro de testemunha – esperaram até se aproximar um veículo que calcularam ter apenas o condutor a bordo, e com ar de estar protegido por um seguro generoso. Depois, o motociclista colocou-se à frente do carro, dando-lhe contudo espaço para travar, antes de o atropelar. Sim, porque a ideia era forjar um acidente, e não ser envolvido num.

O condutor da scooter começou por atirá-la contra o carro, para depois repetir a dose com ele próprio, obviamente com o objectivo de poder alegar um embate na traseira, com atropelamento, que lhe provocaria dores na coluna durante os anos mais próximos. E rendas mensais não menos despiciendas. Tudo nas barbas da “testemunha”, que surgiu de imediato e com quem (certamente) repartiria o espólio.

Azar dos azares, a condutora do automóvel possuía uma câmara de vídeo, que não só gravou toda a acção para a posteridade, como teve o condão de pôr a dupla em fuga, na scooter é claro, assim que se aperceberam que o “teatrinho” que montaram para enganar a seguradora tinha um espectador extra com que não contavam. Ou melhor, milhões de espectadores, tantos quantos já viram o filme em causa no YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=EgpOU9pCJ_c