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Míssil da Coreia do Norte atinge zona económica exclusiva do Japão

Este artigo tem mais de 3 anos

O Governo japonês acusa a Coreia do Norte de ter lançado um projétil, presumivelmente um míssil, que terá atingido a zona económica exclusiva do Japão. Coreia do Sul em alerta.

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KCNA/EPA

KCNA/EPA

O Governo do Japão acusa a Coreia do Norte de ter lançado um projétil, presumivelmente um míssil, que terá atingido a zona económica exclusiva japonesa. A notícia foi avançada pela televisão japonesa NHK e foi entretanto confirmada tanto pelo primeiro-ministro, Shinzo Abe.

Em declarações à imprensa nipónica, o chefe de gabinete do Governo, Yoshihide Suga, diz que se trata de um míssil balístico. O míssil terá caído na zona económica exclusiva japonesa às 11h42 de Tóquio (15h42 de Lisboa) depois de ter voado durante cerca de 45 minutos.

O Pentágono, dos EUA, também confirma a notícia e acrescenta que se trata de um míssil balístico intercontinental.

Segundo a Yonhap, agência noticiosa da Coreia do Sul, o Presidente daquele país, Moon Jae-in, convocou uma reunião de urgência do comité de segurança nacional. “O Presidente Moon emitiu uma ordem de urgência para reunir o Conselho de Segurança Nacional assim que foi informado do lançamento do míssil, tendo em conta que a situação em torno da provocação da Coreia do Norte não é um assunto leve”, disse uma fonte da presidência sul-coreana à Yonhap.

A União Europeia declarou o lançamento uma “ameaça seriamente a paz e a segurança internacionais” e “ uma violação flagrante das obrigações internacionais da Coreia do Norte, tal como está determinado em muitas resoluções do Conselho de Segurança da ONU”. Em comunicado, a UE aconcelhou ainda Pyongyang “de abster-se de novas provocações que podem aumentar as tensões regionais e mundiais”.

Japão tinha aplicado mais sanções à Coreia do Norte

A notícia surge no mesmo dia em que, ao mesmo tempo que os EUA, o governo de Tóquio anunciou uma nova leva de sanções contra o regime de Pyongyang. A decisão do Japão consistiu no congelamento dos bens e ativos de cinco empresas e de nove pessoas com ligações à Coreia do Norte. Entre as organizações visadas, há duas entidades japonesas, de acordo com o anúncio do ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Fumio Kishida.

“Nós estamos fortemente contra qualquer país que implemente sanções unilateralmente, fora do âmbito do Conselho de Segurança da ONU, especialmente aqueles que atingem cidadãos e empresas chinesas”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Lu Kang. A China é o único aliado da Coreia do Norte, mantendo uma aliança antiga mas cada vez mais fragilizada.

É um dos países mais isolados do mundo. Como é que a Coreia do Norte se tornou uma potência nuclear?

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