A Rússia exige que os EUA reduzam o número de diplomatas e outros funcionários ligados à embaixada norte-americana em Moscovo. Falando em “confronto aberto” e em “russofobia“, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo reage com dureza às sanções aprovadas esta semana no Congresso norte-americano.

“A passagem de uma nova lei sobre sanções demonstra de forma óbvia que as relações com a Rússia estão reféns da batalha política interna nos EUA”, pode ler-se no comunicado citado pelas agências noticiosas internacionais. “Os últimos acontecimentos demonstram que em alguns círculos bem conhecidos nos EUA, dominam a russofobia e aqueles que querem um confronto aberto com o nosso país”, acrescenta o comunicado.

Além de querer que os EUA reduzam até 1 de setembro o número de diplomatas, Moscovo decidiu tomar um conjunto de armazéns que eram usados por norte-americanos.

O presidente russo, Vladimir Putin, já tinha acusado os congressistas norte-americanos de “insolência”, depois de a Câmara de Representantes ter votado de forma esmagadora (419-3) para aprovar uma nova lei das sanções, que além de poder refletir-se na Rússia pode abrir caminho a mais sanções económicas à Coreia do Norte e ao Irão. Na terça-feira, a legislação passou também no Senado e, agora, está a caminho da secretária de Donald Trump, para ser assinada pelo Presidente norte-americano.

“Estamos a comportar-nos de forma muito paciente, mas a certa altura teremos de responder”, afirmou Vladimir Putin, acrescentando que “é impossível tolerar, para sempre, este tipo de insolência contra o nosso país, porque é uma conduta que destrói as relações internacionais e a lei internacional”.

Ainda durante o mandato de Barack Obama, os sinais de que a Rússia estava a querer interferir nas eleições norte-americanas levou o ex-presidente norte-americano a expulsar 35 diplomatas russos dos EUA. O Kremlin não reagiu, na altura, porque dizia ter confiança de que assim que Donald Trump tomasse posse a decisão iria ser revertida. Mas isso não está a acontecer, porque os congressistas dos EUA estão a pressionar Donald Trump para que assine legislação desfavorável à Rússia.

A Comissão Europeia também não gostou de ver a Câmara dos Representantes e o Senado dos EUA a aprovarem esta nova legislação, receando que também possa ser negativa para as empresas europeias.

União Europeia pode reagir “em dias” contra os EUA nas sanções à Rússia