O Mercedes-Benz Classe B Electric Drive vai deixar de fazer parte da oferta da marca da estrela ainda este ano, com o fim da produção, já no último trimestre do ano, na única fábrica onde é produzido – Rastatt, na Alemanha. Na base da decisão está não só a fraca prestação comercial, mas também o redireccionar dos esforços do construtor, em termos de veículos eléctricos, para a nova família EQ.

A confirmação da despedida do Classe B Electric Drive foi dada ao Automotive News pelo porta-voz da Mercedes-Benz nos EUA, Rob Moran, tendo este afirmado que não existem quaisquer planos para a sua substituição. Ou seja, é o adeus, e em definitivo.

Segundo a mesma fonte, a fábrica de Rastatt vai ser alvo de reconversão, para passar a produzir, já em 2018, a próxima geração de veículos compactos da marca da estrela. Continuando, ainda assim, a fabricar o Classe B com motorizações a gasolina e diesel, as quais manter-se-ão na oferta (europeia) da Mercedes.

Resultado da nossa nova estratégia [de conectividade, condução autónoma, partilha de veículos e soluções eléctricas de condução] focada na mobilidade para o futuro, estamos a planear a electrificação progressiva da nossa gama”, explicou Moran, acrescentando que, “mais do que isso, estamos a avaliar a produção da nossa nova geração de carros eléctricos, nas várias fábricas da Mercedes-Benz Cars”.

Recorde-se que o grupo alemão Daimler, proprietário da Mercedes-Benz, anunciou já que pensa investir mais de 10 mil milhões de euros no lançamento de mais de 10 novos automóveis eléctricos, cuja chegada ao mercado está prevista para 2022. Muitos deles serão dados a conhecer com o logótipo da nova submarca eléctrica do grupo, a EQ, apresentada em 2016. Que, inclusivamente, levou já um primeiro protótipo, o SUV Concept EQ, ao último Salão Automóvel de Paris. Sendo que, neste momento, fala-se na possibilidade de um segundo concept, rival directo do BMW i3, poder vir a ser dado a conhecer no próximo Salão Automóvel de Frankfurt, em Setembro.

De acordo com previsões da própria Daimler, os veículos eléctricos poderão vir a representar, em 2025, mais de 25% das vendas do grupo.