Hospitais

Novo Hospital de Lisboa Oriental vai custar 16 milhões de euros por ano, diz Governo

474

O novo Hospital de Lisboa Oriental vai custar ao Estado 16 milhões de euros por ano, estimou esta terça-feira o secretário de Estado da Saúde na apresentação pública da nova unidade.

Manuel Delgado observou que a "ineficiência" das instalações dos hospitais da zona central da capital tem um custo de "cerca de 68 milhões por ano"

Tiago Petinga/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O novo Hospital de Lisboa Oriental vai custar ao Estado 16 milhões de euros por ano, estimou esta terça-feira o secretário de Estado da Saúde, apontando que o investimento total será de 300 milhões de euros para construção e manutenção.

A renda que iremos pagar ao operador privado em termos de construção e manutenção [do novo hospital] andará à volta dos 16 milhões por ano” e “durante 27 anos”, disse Manuel Delgado na apresentação pública da nova unidade.

Como o Estado irá executar esta empreitada através de uma Parceira Público-Privada (PPP), “o Ministério da Saúde não vai por um tostão à cabeça do financiamento”, acrescentou o secretário de Estado. O Governo terá, porém, de desembolsar “100 milhões de euros” para equipar a nova infraestrutura com material pesado e não pesado.

Manuel Delgado observou também que a “ineficiência” que resulta do facto de as instalações dos hospitais da zona central da capital serem “inadequadas e dispersas”, tem um custo de “cerca de 68 milhões por ano”.

“Portanto, a nova unidade vai ter capacidade de nos evitar gastar a mais 68 milhões de euros por ano“, salientou, considerando que “são ganhos importantes”.

Com uma capacidade estimada de 875 camas, o Hospital de Lisboa Oriental, que irá ocupar “cerca de 130 mil metros quadrados” na zona de Chelas, deverá entrar em funcionamento em 2023.

O Governo estima que a nova infraestrutura vai absorver as valências existentes nas seis unidades que fazem parte do Centro Hospitalar de Lisboa Central (Hospital de São José, Santa Marta, D. Estefânia, Curry Cabral, Capuchos e Maternidade Alfredo da Costa).

Na apresentação desta terça-feira, que decorreu nos claustros do Hospital de Santa Marta, o coordenador da equipa que está a preparar a PPP referiu que o calendário desta operação prevê que o lançamento do concurso possa decorrer ainda este ano.

Depois, os concorrentes têm “seis meses para apresentarem as suas propostas” e o júri terá “até maio de 2019” para as avaliar, continuou Vítor Almeida, elencando que, após uma fase de negociação, “a assinatura do contrato poderá ocorrer em novembro” desse ano.

Está previsto que “no final do ano de 2019 tenhamos condições para assinar o contrato para que os anos de 2020, 2021 e 2022 sejam a fase de construção”, disse o responsável.

Quanto às especificidades, Vítor Almeida estimou que o edifício “não deverá passar dos quatro andares à superfície”, sendo acompanhado de “2.945 lugares de estacionamento, 1.450 subterrâneos”.

Em termos de transportes públicos, o local é servido pelo Metropolitano e “a Câmara de Lisboa comprometeu-se a fazer esforços para serem reforçados os sistemas de transporte de superfície, nomeadamente os autocarros” da Carris, informou.

A parte clínica, que não entrará na PPP, irá envolver “26 salas de operações, cerca de 113 gabinetes de consulta externa, mais 19 de reserva, terá 26 postos para quimioterapia, e terá uma inovação em matéria da radioterapia, com três aceleradores lineares num ‘bunker’ que poderá alojar um quarto acelerador linear”, explicou o secretário de Estado.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)