O tribunal de Oeiras aceitou esta segunda-feira a candidatura independente de Isaltino Morais à câmara municipal de Oeiras, informou o Grupo de Cidadãos Eleitores “Isaltino – Inovar Oeiras de Volta” em comunicado, acrescentando que “esta decisão vem repor a normalidade no processo eleitoral”.

Propomos aos oeirenses o lançamento de um novo ciclo de desenvolvimento, alicerçado no exercício pleno da cidadania, que devolverá a Oeiras a voz que perdeu e a ideia e o objetivo de ser permanentemente uma referência nacional e europeia”, pode ler-se.

O juiz Nuno Tomás Cardoso tinha rejeitado a candidatura de Isaltino Morais no passado dia 8 de agosto. A justificação do tribunal estaria relacionada com a validação de assinaturas e identificação da lista de candidatos, que não teria respeitado os requisitos legais para a recolha de assinaturas.

A candidatura de Sónia Gonçalves, que tinha sido rejeitada pelo mesmo juiz, também foi aceite.

No mesmo dia, Isaltino Morais sugeriu, numa conferência de imprensa, que essa decisão foi tomada contra si porque “Paulo Vistas é padrinho de casamento do juiz “, acrescentando: “Não queremos crer que a rejeição tenha a ver com relações familiares e afetivas.” Na mesma conferência, Isaltino Morais assegurou ter respeitado “escrupulosamente a lei ao mais ínfimo pormenor”.

Isaltino sobre rejeição de candidatura: “Vistas é padrinho de casamento do juiz”

O Conselho Superior da Magistratura (CSM) abriu um inquérito às suspeitas lançadas por Isaltino Morais sobre “alegada relação de proximidade entre o juiz” para apurar a situação. Ao Observador, o CSM disse que “nada tem a acrescentar” relativamente ao inquérito instaurado “dada a natureza confidencial do processo”.

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