Ambiente

Gasolina e diesel já eram, segundo Angela Merkel

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Apesar do compromisso assumido para ajudar a salvar o diesel, a chanceler alemã Angela Merkel reconheceu já que o seu país acabará por vir a ter de banir os motores de combustão.

CLEMENS BILAN/EPA

Autor
  • Francisco António

A afirmação, inesperada, deverá ter feito soar todos os alarmes entre os construtores automóveis alemães: apesar do recente compromisso assumido junto da indústria, a líder do governo alemão, Angela Merkel, admite que, mais tarde ou mais cedo, a Alemanha vai ter mesmo de livrar-se dos motores de combustão, tanto a gasolina como a gasóleo.

Apesar desta certeza, em entrevista à revista germânica SUPERillu, Merkel não quis avançar quando é que este novo cenário poderá vir a tornar-se realidade. Reconhecendo apenas que 2040, o ano apontado tanto pela França como pelo Reino Unido para começar a acabar com os motores de combustão, é “a abordagem correcta” no sentido da resolução do problema.

Enquanto esse momento não chega, Merkel admite subscrever a posição já assumida pelos três maiores fabricantes automóveis alemães – Volkswagen, Daimler e BMW -, quando estes afirmam que os motores diesel continuarão a desempenhar um papel incontornável nos esforços de controlo da poluição. Sendo que, afirma também a chanceler, o Governo alemão terá de apoiar as iniciativas da indústria no sentido de afirmar novas soluções tecnológicas e melhorar as respectivas infraestruturas. Sem que, para isso, tenha de haver despedimentos.

Temos de conceber uma transição suave rumo a uma nova era, de forma a que os trabalhadores possam manter os respectivos postos de trabalho. Este é o desafio com que tanto a CDU, como o CSU [os dois partidos que compõem actualmente o Governo] serão, no futuro, confrontados”, sentenciou Merkel.

Segundo as últimas indicações, também os principais fabricantes automóveis terão já mostrado a sua total disponibilidade para trabalhar em conjunto com o Executivo germânico, visando uma melhoria da eficiência dos actuais motores a gasóleo.

“Estamos, e estaremos, sempre disponíveis para participar em diálogos construtivos”, garantiu já a Daimler, proprietária, entre outras, das marcas Mercedes-Benz e Smart. Com o Grupo Volkswagen a acrescentar que as decisões recentemente tomadas num encontro com o Governo alemão, para discutir o futuro dos motores a diesel, “são as apropriadas para evitar banir qualquer tipo de motor e, ainda assim, melhorar a qualidade do ar”.

Recuperar a confiança dos consumidores

Quanto à questão da confiança na indústria, entretanto abalada com escândalos como o do Dieselgate, Merkel instou os construtores automóveis, durante um recente discurso na cidade alemã de Dortmund, a trabalharem em conjunto e de forma próxima com o governo alemão, para que os consumidores se sintam satisfeitos, “e não novamente enganados”. Voltando, inclusivamente, a insistir com os fabricantes para que “reconheçam os erros cometidos”, sem “descarregarem a culpa nos funcionários” – numa clara alusão a possíveis despedimentos numa indústria que emprega cerca de 800 mil trabalhadores.

A indústria automóvel tem de assegurar que os erros cometidos serão reparados”, afirmou a chanceler.

Acrescentando, relativamente a uma possível futura proibição dos motores de combustão, que “cabe também ao país, ao governo alemão, assegurar que todos aqueles que entretanto compraram automóveis de boa-fé não sejam depois punidos com a entrada em vigor da proibição”.

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