Cancro

Portugal fez cirurgia inovadora para tratar tumores da coluna

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Uma equipa de cirurgiões portugueses conduziu esta quarta-feira a primeira cirurgia minimamente invasiva para tratar um tumor da coluna. O procedimento foi feito em Lisboa e o doente está sem dores.

O procedimento é feito com base num sistema de ablação - retirada ou destruição de tecido afetado

PAULO NOVAIS/LUSA

É a primeira vez que uma cirurgia minimamente invasiva para tratar um tumor da coluna é feita em Portugal com resultados “muito positivos”, fez saber esta quarta-feira o Hospital dos Lusíadas de Lisboa, onde a operação foi feita. O tratamento inovador recurreu a um equipamento de ablação cirúrgica por radiofrequência que nunca tinha sido utilizado em Portugal. Este equipamento, e especificamente o tratamento em questão, garante mais segurança tanto para o paciente como para a equipa médica, além de ser mais eficaz e preciso na retirada da zona afetada pelo tumor.

Os resultados são “muito positivos”, garante o neurocirurgião responsável pelo procedimento, Vítor Moura Gonçalves, esclarecendo que “este procedimento promete ser um dos grandes avanços e uma importante arma terapêutica no tratamento dos tumores da coluna vertebral nos próximos anos”.

A ablação consiste na retirada ou destruição de tecido afetado e o uso da radiofrequência bipolar localizada “destrói as células tumorais, aliviando a dor e melhorando a qualidade de vida dos doentes”, explicou o médico.

Pode mesmo fazer toda a diferença, sendo que as metástases ósseas são os tumores que mais afetam a coluna vertebral. Em Portugal, há cerca de 25 mil novos casos por ano.

Vítor Gonçalves explica que estas metástases dão origem “a dor intensa” e são caraterizadas por “um agravamento progressivo”. Sobre o paciente que se submeteu a esta cirurgia, o cirurgião garante que o nível de dor, de 0 a 10, passou de um 9/10 antes da cirurgia a uma ausência de dor por completo.

Este procedimento inovador é, à data, o único que oferece uma maior precisão e flexibilidade, uma vez que “é personalizado a cada doente”. É um aparelho que utiliza sondas refrigeradas “que evitam o super-aquecimento dos tecidos circundantes durante o procedimento”.

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