Duas centenas de operacionais estão a combater um incêndio que deflagrou ao início da tarde desta segunda-feira em Manhouce, no concelho de S. Pedro do Sul, segundo a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). A página da ANPC na internet refere que o fogo teve início cerca das 14h00, numa zona de povoamento florestal de Manhouce. Duas horas depois, encontram-se no combate às chamas 203 operacionais, apoiados por 52 viaturas e cinco meios aéreos.

Já pela Covilhã, distrito de Castelo Branco, um reacendimento, que começou no sábado e que já estava dominado desde domingo, estava a obrigar às 16 horas a intervenção de mais de 400 bombeiros, apoiados por 111 meios terrestres e três aéreos.

O incêndio deflagrou às 15h18 de sábado, em Barrigais, freguesia de Covilhã e Canhoso, e obrigou à evacuação de uma aldeia e de um parque de campismo, num total de 90 pessoas.

Dez incêndios lavram esta segunda-feira em Portugal com destaque para a ocorrência na Serra de Aire e Candeeiro, no distrito de Leiria, que já provocou um morto. A adjunta nacional de operações da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, reforçou esta manhã que “será um dia trabalhoso” no que diz respeito ao combate aos incêndios e que continua “expressamente proibido” o uso de fogo em qualquer ocasião. Mais de dois mil operacionais combatem incêndios em todo o país.

Sem novidades meteorológicas a adiantar sem o briefing do IPMA, a adjunta nacional limitou-se a fazer um ponto de situação das 59 ocorrências que se iniciaram desde as 00h00 desta segunda-feira, sendo que apenas 10 estão ativas.

O incêndio que lavra no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, no concelho de Porto de Mós, está controlado, mas o vento pode mudar a situação, alertou o presidente do município.

Neste momento, a situação está controlada. Regista-se menos vento e temos seis meios aéreos no terreno. Apesar de as coisas estarem controladas, estamos apreensivos, porque a qualquer momento as condições meteorológicas podem alterar-se e soubemos que o vento poderá mudar daqui a algum tempo”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Porto de Mós, João Salgueiro.

“A principal novidade do dia diz respeito ao início de atividade dos três helicópteros suíços“, que estão estacionados na base aérea de Monte Real e que entram já ao combate do incêndio de grandes dimensões na Serra de Aire e Candeeiro.

Mais de 100 operacionais, apoiados por dez meios aéreos, combatem um incêndio em Rio Caldo, Terras do Bouro, distrito de Braga, que “anda perto” de habitações” mas sem as ameaçar”, adiantou à Lusa fonte dos bombeiros locais.

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Patrícia Gaspar reforçou a vigência do estado de calamidade, que obriga a que ainda estejam acionados todos os planos distritais e municipais de emergência. Desta maneira, “mantemos todos os meios civis e militares” e foi feito um novo voo de reconhecimento com o avião C259 da Força Aérea, “com resultados bastante importantes”.

Os últimos números do INEM dão conta de 8 feridos graves e cerca de 80 feridos assistidos nos teatros de operações, além de outros 125 feridos assistidos em unidades hospitalares. A estes número soma-se a única vítima mortal a registar nos últimos dia, o piloto do helicóptero que se despenhou no combate às chamas.

Continua, para todos os efeitos, “expressamente proibido” o uso de fogos de artifício e de práticas irresponsáveis que, garante Patrícia Gaspar, são críticas numa altura em que grande parte do território está em “situação de seca severa”.