As fortes inundações que se têm registado nos últimos dias na Índia, mas também nos países vizinhos do Bangladesh e do Nepal, já resultaram na morte de pelo menos 1.200 pessoas. Trata-se das piores cheias a afetar aquela região nas últimas décadas e milhões de pessoas ficaram desalojadas na sequência das inundações.

De acordo com a imprensa internacional, a região está a ser mergulhada num completo caos uma vez que as chuvas continuam e não há previsão de que parem em breve. Em Mumbai, centro urbano por onde se movimentam milhões de pessoas, os comboios estiveram paralisados e os aviões foram desviados ou atrasados.

O governo indiano pediu à população das regiões mais afetadas que se refugie em casa ou em edifícios seguros e muitos serviços públicos estão encerrados. As escolas encerraram mais cedo e as crianças foram enviadas para casa.

Até os trabalhos de resgate das centenas de pessoas que estão desaparecidas estão parados devido às chuvas intensas que se fazem sentir. “A chuva intensa e as inundações estão a atrasar o nosso trabalho de resgate. Até nós estamos encalhados”, admitiu Amitesh Kumar, líder das forças policiais indianas responsáveis pelo resgate de vítimas em desastres naturais, citado pelo The Guardian.

Também um dos principais hospitais no centro de Mumbai foi completamente inundado, obrigando a equipa médica a evacuar e encerrar a ala pediátrica com medo das infeções.

(PUNIT PARANJPE/AFP/Getty Images)

As previsões meteorológicas para a cidade não são animadoras e tudo indica que nas próximas 24 horas continuem as chuvas intensas na região.

As inundações fortes são um problema recorrente daquela que é considerada a capital económica da Índia e onde habitam mais de 20 milhões de pessoas: em 2o15, morreram 500 pessoas devido às cheias na cidade.

As autoridades indianas estão neste momento a elaborar um plano de instalação de abrigos de emergência para onde poderão ser evacuadas centenas de pessoas, informou ao mesmo jornal britânico um responsável da unidade de gestão de catástrofes de Mumbai.