Passava da meia-noite, no dia 31 de agosto, quando o bombeiro Xavier Gourmelon chegou ao local do acidente. A sua equipa estava tão próxima que demorou menos de três minutos a chegar. O Mercedes em que seguia a princesa Diana estava praticamente destruído, depois de o veículo se ter despistado no túnel da Ponte de l’Alma, em Paris. Apesar de mundialmente famosa, o bombeiro destacado para trabalhar nesse fatídico fim de semana não reconheceu Diana. “Não leio a imprensa cor-de-rosa. Simplesmente vi-a sentada no chão do carro, com os pés no assento traseiro e uma ferida leve, ainda que visível, no ombro”, diz, citado pelo El Español.

Vinte anos após a morte de Diana, Gourmelon fala à imprensa — antes não o podia fazer, tendo em conta que os bombeiros fazem parte das forças militares francesas. “Agora que deixei o serviço, senti que o podia fazer”. Esta quinta-feira, as palavras do bombeiro estão espalhadas pelos media internacionais e ajudam a contar o fim trágico de uma história que tinha tudo para ser um conto de fadas.

Foi há 20 anos. Afinal, o que falta saber sobre Diana, a princesa do povo?

Aos olhos de Gourmelon, Diana parecia ilesa. O bombeiro estava a retirá-la do interior do veículo seriamente danificado quando Diana se voltou para ele e perguntou: “Meu Deus, o que aconteceu?”. Feita a pergunta, a princesa entrou em paragem cardio respiratória. “Foi o meu último contacto com ela”, conta.

Xavier Gourmelon tentou várias manobras de reanimação e Diana até chegou a recuperar. O bombeiro viu-a entrar na ambulância — momento em que um paramédico lhe alertou para a identidade da pessoa a ser socorrida — e seguiu rumo a casa para contar à mulher que, segundo pensava, a princesa do povo sobreviveria.

O homem agora com 50 anos ficou destroçado quando soube, mais tarde, que a princesa falecera às quatro da manhã, já no hospital. Diana morreu aos 36 anos de idade, na sequência de uma hemorragia interna. “Ainda me lembro de tudo. É algo que eu nunca vou esquecer.”