Neymar, Mbappé, Draxler, Lucas Moura, Ángel Di María ou Pastore — e ainda havia Giovani Lo Celso ou Hatem Ben Arfa no plantel às ordens de Unai Emery. O espaço de Gonçalo Guedes no Paris Saint-Germain esta temporada era reduzido. A concorrência (e que concorrência!) era mais do que muita. Nos primeiro três jogos da Ligue 1 participou em apenas um — mas apenas jogou escassos quatro minutos.

Candidatos a recebê-lo havia uns quantos. Chegou até a falar-se da possibilidade de seguir para o Mónaco envovolvido na transferência de Mbappé. Não foi. Foi para um clube que por ele tinha um “amor” antigo, o Valência. Na última temporada, antes mesmo de se mudar para Paris, o Valência tentou a sua contratação junto do Benfica. A lesão ainda nas primeiras jornadas de Jonas faria de Guedes um titular e Rui Vitória não abdicou do avançado de 20 anos no plantel.

Agora, e depois de o Paris Saint-Germain ter em janeiro investido 30 milhões de euros na sua contratação, Guedes chega por fim ao Valência, num empréstimo (sem opção de compra) até ao final da temporada.

A concorrência não é tão forte quanto a que tinha em Paris. Mas também o é: Rodrigo, Zaza, Santi Mina ou Orellana. Sendo Gonçalo Guedes um pedido expresso de Marcelino Toral, e optando Marcelino quase sempre por um esquema tático com dois avançados, a probabilidade de ser titular (talvez ao lado do também ex-Benfica Rodrigo) é boa.

E sendo titular, Fernando Santos estará certamente de olho em Guedes na hora de escolher quem vai e não vai ao Mundial do próximo ano.