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Energia

Aposta no fotovoltaico passa pela produção descentralizada de energia

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Quercus considerou hoje que a aposta no setor fotovoltaico, que tem crescido muito lentamente, tem de passar pela produção descentralizada de energia, aproveitando as infraestruturas já existentes.

NUNO VEIGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A associação ambientalista Quercus considerou hoje que a aposta no setor fotovoltaico, que tem crescido muito lentamente, tem de passar pela produção descentralizada de energia, aproveitando as infraestruturas já existentes e não ocupando novas áreas.

“A aposta no fotovoltaico não pode ficar limitada às megacentrais, mas tem de passar também pelo produção descentralizada de energia, que permite instalar os painéis fotovoltaicos em áreas já artificializadas, aproveitando as coberturas de infraestruturas já existentes e não ocupando, desse modo, área natural”, escrevem os ambientalistas numa nota enviada à Lusa.

“Com muito potencial ainda por concretizar em Portugal, a Quercus considera que o setor do solar fotovoltaico tem vindo a crescer de forma muito lenta, colocando o país na cauda da Europa, ainda que tenhamos o nosso número de horas de sol anuais seja dos mais favoráveis”, diz a Quercus.

Os ambientalistas lembram que “Portugal beneficia do dobro da insolação de outros países, como o Reino Unido ou a Alemanha, embora estes tenham, respetivamente, cerca de 20 e 100 vezes mais potência instalada face à realidade portuguesa (465 megawatt)” e vincam que “a energia solar fotovoltaica garantiu apenas 1,4% da produção em Portugal em 2016”.

A produção descentralizada, defende a Quercus, pode acontecer “através de unidades de produção para autoconsumo (UPAC) – em que a energia produzida é injetada na instalação/habitação para consumo próprio, podendo o excedente ser vendido à rede, o que permite recuperar rapidamente o investimento” -, mas também noutro modelo em que “as unidades de pequena produção (UPP) injetam na rede a totalidade da energia produzida pelos painéis fotovoltaicos, assumindo um modelo de funcionamento similar ao anterior regime de miniprodução”.

Só uma meta de 45% de energias renováveis em 2030, com vista à total descarbonização do setor elétrico em 2050, é compatível com a transição energética para uma economia de baixo consumo e o cumprimento dos objetivos de Paris, concluem os ambientalistas.

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