A Coreia do Sul acredita que a vizinha Coreia do Norte pode vir a fazer novos testes balísticos muito em breve, nomeadamente com um míssil intercontinental, revelou esta segunda-feira o ministro da Defesa sul-coreano, Chang Kyung-soo, citado pelo The Guardian. “Detetámos sinais de que podem vir a existir mais lançamentos balísticos. Também prevemos que a Coreia do Norte possa lançar um míssil balístico intercontinental”, disse Kyung-soo.

O ministro, que foi chamado esta segunda-feira ao Parlamento para responder a perguntas sobre o teste nuclear norte-coreano de domingo, revelou que a detonação teve uma potência de 50 quilotoneladas. A quilotonelada é uma unidade que serve para avaliar a potência de uma arma nuclear, comparando a energia produzida à energia de uma explosão de mil toneladas de trinitrotolueno.

O teste, que provocou um sismo de 6,3 graus na Coreia do Norte, foi o mais potente alguma vez levado a cabo pelo país de Kim Jong-un. Acredita-se que tenha sido cinco vezes mais forte do que o último ensaio nuclear, em setembro do ano passado, e três vezes superior ao da bomba que destruiu Hiroshima em 1945.

Ainda de acordo com Kyong-soo, o Governo irá procurar reforçar as defesas sul-coreanas em resposta ao lançamento do míssil. A Coreia do Sul pôs de lado qualquer possibilidade de conversação com a Coreia do Norte.

China vai realizar protesto diplomático

De acordo com a France-Press, a China vai realizar um protesto diplomático contra o teste nuclear da Coreia do Norte. No domingo, o país, um tradicional aliado da Coreia do Norte, condenou “ vigorosamente” o ensaio e desafiou o regime de Pyongyang a “parar com o agravamento da situação” com “gestos que não servem os seus interesses”. A Coreia do Norte “ignorou a oposição generalizada da comunidade internacional e efetuou um novo teste nuclear”, considerou o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês em comunicado.

No mesmo dia, a China anunciou que ia lançar um plano de urgência para controlar os níveis de radiação ao longo da sua fronteira com a Coreia do Norte. No site da Administração de Segurança Nuclear chinês, foi entretanto anunciado que não foram detetados quaisquer materiais radioativos e que o lançamento não teve qualquer impacto na população, refere a Reuters.