O fim-de-semana em que a Fórmula 1 (F1) visita Itália foi, como é habitual, aproveitado pela Ferrari para colocar os seus pilotos de competição ao serviço das marcas do grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Desta vez, coube a Vettel e Raikkonen testar o Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, um veículo familiar que está equipado com um motor V6 de 510 cv, obtidos à custa de uns pozinhos da Ferrari, e um chassi que foi concebido para ser maltratado. Em pista, é claro. E a este Giulia não falta pedigree, pois é dele o registo de 7.31 minutos no circuito de Nürburgring, um recorde que permitiu à berlina italiana envergonhar o Porsche Panamera Turbo, substancialmente mais caro.

Na semana anterior ao Grande Prémio de Monza, Sebastien Vettel e Kimi Raikkonen, apoiados pelo piloto de reserva da equipa de F1, António Giovinazzi, rumaram ao traçado de Balocco, a pista de ensaios da Alfa Romeo. À espera das estrelas do volante estavam três Giulia Quadrifoglio, desejosos que serem brutalizados, como só um piloto de F1 é capaz de fazer.

Em relação ao que aconteceu em Balocco, o melhor mesmo é ver o vídeo produzido pela marca, onde os slides são traçados a compasso, numa dança a dois, que correu com a máxima discrição, sem toques nem ultrapassagens no limite.

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Mal sabiam os pilotos que o fim-de-semana lhes reservava alguns dissabores, ao serem esmagados na corrida pelos Mercedes de Hamilton e Bottas, que em Itália estavam substancialmente mais velozes. Mais aborrecido, pois Vettel e Raikkonen estavam a jogar em casa e tinham ambos acabado de renovar os contratos, com o piloto alemão a assinar pela Ferrari até 2020, ao que parece por um valor que ronda os 40 milhões de euros por ano.