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Desde 2012, foram atribuídos mais de cinco mil vistos gold pelas autoridades portuguesas. No entanto, apenas oito envolveram criação de emprego no país, avança o Jornal de Notícias na sua edição de hoje, que cita dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Recorde-se que os investidores podem adquirir vistos de residência se criarem empresas com pelo menos cinco funcionários ou então através de outras duas vias: a compra de casas com um valor superior a 500 mil euros e a transferência de mais de um milhão de euros para Portugal.

Dos 5.243 vistos gold concedidos até julho de 2017 — e que geraram mais de três milhões de euros –, 4945 foram atribuídos na sequência da compra de um imóvel e 290 após a transferência de um milhão de euros.

Só dois anos depois da criação do programa é que foram concedidos os primeiros três vistos gold — dois no Centro e um no Norte — através da criação de emprego. Outros dois foram atribuídos em 2015, na sequência da abertura de uma empresa no Algarve e outra novamente no Norte. Um ano depois foi criada mais uma empresa no Algarve e em 2017 contam-se já duas empresas, uma em Lisboa e Vale do Tejo e outra no Alentejo. Estes vistos atribuídos pela criação de emprego foram concedidos a investidores do Canadá, da Argélia, de Israel, das Filipinas, do México e da Ucrânia.

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Resta saber quantos mais vistos de residência serão atribuídos até ao final do ano. Ainda esta semana, o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), Luís Lima, alertou que não é possível fazer marcações no SEF até novembro, uma vez que a entidade está sem capacidade de resposta depois da renovação dos processos antigos.

Processos dos Vistos Gold “estão bloqueados” até novembro