O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a compra, pela Direção-Geral do Património Cultural, de seis obras da pintora Maria Helena Vieira da Silva, pelo valor global de 5.584.170 de euros.

O Estado exerce assim o direito de opção de compra, previsto no protocolo celebrado entre o Estado português, a Fundação Arpad Szènes – Vieira da Silva e os herdeiros do colecionador Jorge de Brito, em 9 de agosto de 2011, decisão que vem assegurar a manutenção no país e fruição pública das obras de uma das mais consagradas artistas nacionais“, lê-se no comunicado distribuído no final da reunião do Governo.

Numa audição parlamentar, realizada no passado mês de março, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, garantiu que o Estado estava “decidido a exercer o poder de compra sobre o acervo de Vieira da Silva”, adiantando então que a negociação decorria entre o Ministério das Finanças e os herdeiros do colecionador Jorge de Brito, proprietários das obras.

As seis pinturas em causa — “Novembre” (1958), “La Mer” (1961), “Au fur et à mesure” (1965), “L’Esplanade” (1967), “New Amsterdam I” e “New Amsterdam II” (1970) — estão expostas em conjunto, no Museu Arpad Szènes – Vieira da Silva, em Lisboa.