Angola

Cerca de 25% da população angolana é analfabeta

Quase 25% da população angolana é analfabeta. O ministro de Educação do país diz que 500 mil pessoas estão a ser alfabetizadas e que o país está comprometido com uma educação ambiciosa.

O governante angolano não quer que a analfabetização seja um fator de exclusão para os cidadãos

PEDRO MAGALH

Autor
  • Agência Lusa

O ministro da Educação de Angola disse esta sexta-feira, em Luanda, que 25% da população angolana ainda é analfabeta, mas apesar da crise económica e financeira que o país enfrenta, 500.000 pessoas estão a ser alfabetizadas em todo o país. Mpinda Simão, que falava em Luanda, por ocasião do Dia Mundial do Analfabetismo, que hoje se assinala, disse que Angola está “comprometida com uma agenda de educação única e renovada, ousada e ambiciosa”.

O governante angolano referiu ainda que, porque 24,7% da população angolana não saber ler nem escrever, este é um desafio para toda a sociedade, “de garantir que o analfabetismo não constitui fator de exclusão” para esses cidadãos.

Segundo Mpinda Simão, devido à crise económica que Angola enfrenta desde finais de 2014, com a baixa do preço do petróleo no mercado internacional, não têm sido pagos os subsídios a alfabetizadores e facilitadores, bem como para a aquisição dos materiais didáticos.

O titular da pasta da educação realçou que, apesar das “inúmeras dificuldades resultantes da crise económica, há uma demonstração clara do espírito de sacrifício, que caracteriza os alfabetizadores, facilitadores, formadores e todos os agentes envolvidos no processo”, aos quais reiterou os seus agradecimentos. Para o ministro, o desafio para o futuro “passa pela melhoria da qualidade do processo e a criação de condições, para que um maior número de alfabetizados possa dar continuidade aos seus estudos até à conclusão do ensino primário”.

Sobre o lema das celebrações da data, “Analfabetismo num Mundo Digital”, Mpinda Simão disse que devem ser objeto de reflexão questões como o tipo e níveis de alfabetização necessários, num mundo cada vez mais digital, bem como a adaptação dos programas, em termos de metodologias de ensino e aprendizagem.

O ministro acrescentou que as tecnologias podem ser decisivas para um melhor acesso à educação, informação e conhecimento, tendo assegurado que o Governo de Angola adotou iniciativas no sentido de acelerar o desenvolvimento com o uso das novas tecnologias.

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