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Exportações voltam a abrandar e défice comercial agrava-se

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As exportações abrandaram em julho e, juntamente com um aumento das importações face há um ano, levaram a um agravamento do défice comercial. Números de 2016 foram piores que o que se pensava.

KELD NAVNTOFT/EPA

Autor
  • Nuno André Martins

As exportações voltaram a desacelerar no mês de julho levando, juntamente com um aumento das importações face ao mesmo mês do ano passado, a um agravamento do défice comercial, agora mais de 40% superior ao que se verificava há um ano.

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira pelo INE, as exportações cresceram 4,6% em julho face ao mesmo mês do ano passado, o terceiro mês consecutivo em que o ritmo de crescimento abranda.

Olhando para os dados mensais, as exportações apresentam uma queda pelo segundo mês consecutivo (-2,4% em junho e -1,9% em julho).

O comportamento das exportações, que se deve maioritariamente a quedas nas vendas para dois dos principais parceiros comerciais de Portugal – Espanha e Reino Unido -, leva a um novo agravamento do défice comercial.

Segundo o INE, há um ano o défice comercial era inferior em 446 milhões de euros ao registado agora, que é de 1.057 milhões de euros, ou seja, representa um aumento de mais de 42%.

No entanto, há que ter em conta que a evolução mensal da balança comercial é sensível a variações de alguma significância. Por exemplo, em abril e maio deste ano o défice da balança comercial era significativamente superior ao agora registado, na ordem dos 1.300/1.400 milhões de euros. Acresce que no mês de julho do ano passado foi quando o défice comercial registou o seu ponto mais baixo, 611 milhões de euros, do ano.

Tendo em conta estes efeitos, é preciso também notar que em 2017 o défice comercial já superou os mil milhões de euros em cinco dos sete meses para os quais há dados até ao momento, quando nos doze meses de 2016 isso aconteceu apenas por quatro vezes.

Este agravamento acontece num momento de desaceleração das exportações, mas também de crescimento robusto das importações, em termos homólogos, desde o início, ao contrário daquilo que se passava no ano passado.

Contas de 2016 piores do que se pensava

O INE também deu conta esta sexta-feira de uma revisão nos dados de 2016 para o comércio internacional e o resultado é pior que o assumido.

Segundo o Instituto, as exportações da economia portuguesa terão sido inferiores em quase 300 milhões de euros ao estimado nos resultados preliminares. As importações também foram revistas, mas em alta, em mais de 100 milhões de euros.

No total, as novas contas demonstram que o défice comercial – saldo entre o que foi vendido e o que foi comprado ao exterior pela economia portuguesa – terá sido superior em 401 milhões de euros ao que se pensava.

As contas de 2015 também sofreram uma revisão, com o INE a dar conta que as exportações terão sido inferiores em 175 milhões de euros nesse ano em comparação com os números que eram conhecidos.

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