A investigação ao furto de armamento de guerra dos Paióis Nacionais de Tancos ainda não conseguiu perceber para onde foi levado esse material. Mais de dois meses passados sobre o assalto, uma eventual acusação por furto pode estar em risco, avança o Público.

A visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Regime de Paraquedistas, uma das unidades responsáveis pela segurança aos paióis de onde o material de guerra foi levado, voltou a colocar o foco sobre os responsáveis pela investigação. “O mais provável”, diz fonte militar ao Público, é que o armamento “já tenha saído do país”.

Para que pode servir o armamento roubado em Tancos? É assustador

Mas não há certezas de que seja mesmo assim, pelo facto de que não há, neste momento, informações concretas sobre os autores do furto àquelas instalações militares. O processo — entregue ao Departamento Central de Investigação e Ação Penal, coadjuvado pela Polícia Judiciária, apoiada pela Polícia Judiciária Militar — tem “caráter urgente”, conferido pelo Ministério Público, mas sem que o paradeiro do material seja descoberto, explica o Público, a acusação poderá ter de limitar-se aos crimes de insubordinação ou desobediência, caso se comprove que houve falhas na vigilância que devia ser feita ao espaço.

O Chefe do Estado-Maior do Exército avançou, entretanto, que pretendia encerrar os Paióis Nacionais de Tancos e recolocar o material ali depositado noutras instalações militares, inclusive à guarda de outros ramos das Forças Armadas. A intenção seria concretizar essa transferência “o mais rápido possível”, mas só depois de serem analisadas as hipóteses em cima da mesa (a Base do Alfeite, por exemplo, era um dos cenários admitidos como destino possível do armamento de Tancos).