O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realizou esta segunda feira uma visita oficial à Argélia para debater a situação atual do mercado petrolífero mundial, sobre a qual admite poder haver boas notícias, e para reforçar a cooperação bilateral.

A visita, segundo o próprio, permitiu constatar que há um clima favorável à política de corte de produção de petróleo, para impulsionar os preços “justos” no mercado internacional.

“A visita de trabalho na Argélia, tem sido extraordinária, com o fortalecimento das relações bilaterais. Continuamos a avançar em todos os acordos, para recuperar a governabilidade e o preço do petróleo”, anunciou Nicolás Maduro na sua conta do Twitter.

Em declarações à televisão estatal venezuelana, Nicolás Maduro explicou que no encontro com o presidente do Senado argelino, Abdelkader Bensalah, analisaram o acordo assinado em finais de 2016 por membros e não membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), para reduzir, até março de 2018, a produção de petróleo e tentar, assim, elevar o preço internacional do barril de crude.

“A 20 de setembro será a (próxima) reunião da OPEP em Viena, Áustria e há boas notícias”, disse Nicolás Maduro também aos jornalistas na Argélia após encontros com as autoridades argelinas.

O Presidente venezuelano anunciou também que um grupo de empresários argelinos vão visitar proximamente a Venezuela, “como parte da agenda económica Bolivariana” e os projetos de expansão e incorporação de investimentos, para diversificar a economia, de que faz parte o estabelecimento de comunicações aéreas entre ambos países.

Esta é a segunda visita de Nicolás Maduro à Argélia. A anterior teve lugar em janeiro de 2015.

Tanto a Venezuela como a Argélia viram as suas economias afetadas pela descida internacional dos preços do petróleo, desde 2014, a principal fonte de receitas de ambos países.

A visita à Argélia faz parte de um périplo a vários países iniciado sábado pelo Presidente da Venezuela, que domingo presidiu, no Cazaquistão, à reunião do Movimento de Países Não Alinhados.

Nicolás Maduro foi também convidado para participar na Cimeira de Ciência e Tecnologia da Organização da Comunidades Islâmicas.