Incêndios

Câmara de Proença-a-Nova contabiliza 4,2 milhões de euros de prejuízos devido ao incêndio

O presidente da câmara revelou o valor do prejuízo que o incêndio de 23 de julho causou. João Lobo alertou ainda que não estão incluídos os 80 hectares do Malhadal nem a área ardida este fim-de semana

O concelho de Proença-a-Nova está abrangido pelo Fundo de Emergência Municipal

SÉRGIO AZENHA/LUSA

Os prejuízos causados pelo incêndio de 23 de julho, no concelho de Proença-a-Nova, ascendem aos 4,2 milhões de euros, disse esta quarta-feira à agência Lusa o presidente do município local.

“Neste momento, a estimativa dos serviços municipais sobre os prejuízos causados pelo incêndio de 23 de julho, no concelho de Proença-a-Nova, atinge um total de 4,2 milhões de euros”, explica o presidente deste município do distrito de Castelo Branco, João Lobo.

Do total calculado, 1,5 milhões de euros dizem respeito a infraestruturas, 65 mil euros a edificações, 1,5 milhões na vertente agrícola e 1,2 milhões de euros a recursos hídricos.

João Lobo adianta que nesta estimativa não estão incluídos os 80 hectares ardidos no Malhadal no dia 26 de julho, nem os hectares ardidos no último fim de semana.

“Estes ainda estão a ser contabilizados, sendo que afetaram duas áreas do concelho: as aldeias de Maljoga, Vergão e Rafael (resultante do incêndio de 09 de setembro na Sertã) e a aldeia de Chão do Galego (ignição iniciada nesta localidade na noite de 09 de setembro)”, explica.

Os técnicos da autarquia visitaram todas as aldeias atingidas para levantamento de prejuízos e apoio no preenchimento de candidaturas a medidas de apoio de cariz excecional que possam vir a ser implementadas a nível central para perdas no setor agrícola e pecuário.

“Será dado apoio na reconstrução de coberturas no caso de edifícios que arderam”, frisou.

João Lobo sublinhou ainda que o concelho de Proença-a-Nova vai também estar abrangido pelo Fundo de Emergência Municipal, que o Governo, em Conselho de Ministros, alargou a mais 20 municípios, e adiantou que já reuniu com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

“Foi feito pelo ICNF o mapeamento dos danos e com a APA já reunimos por causa do problema das chuvas para o domínio hídrico. O mapeamento destes está quase finalizado”, explicou.

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