Pelo menos quatro pessoas morreram e 18 foram dadas como desaparecidas na região norte e central das Filipinas à passagem da tempestade tropical Maring, que provocou inundações e deslizamentos de terras, noticiaram esta quarta-feira os ‘media’ locais.

Dois irmãos, de 14 e 17 anos, morreram na terça-feira depois de um deslizamento de terras ter deixado soterrada em lama a sua casa, num bairro degradado localizado no sopé de uma colina na cidade de Taytay, perto de Manila, onde foram resgatados quatro feridos.

Já um bebé de 2 meses morreu na sequência do colapso de um muro de contenção em Quezon, que resultou ainda em ferimentos em outros oito membros, enquanto outra pessoa, não identificada, morreu afogada em Santa Rosa, segundo as autoridades locais.

Em Calamba, a sul de Manila, 13 pessoas foram dadas como desaparecidas, na sequência de uma tromba de água que fustigou uma série de habitações.

Quatro marinheiros e outra pessoa não identificada também se encontram em paradeiro desconhecido após a passagem da tempestade Maring, de acordo com o jornal The Phillippine Star.

As autoridades filipinas não facultaram números relativamente às pessoas que foram afetadas ou retiradas pelas inundações que se registaram em grandes áreas da ilha de Luzón, incluindo a capital filipina. As aulas foram suspensas pelo segundo dia na capital e noutras cidades próximas.

A tempestade Maring está a avançar rumo ao mar do sul da China, onde deve entrar esta quarta-feira, a uma velocidade de 15 quilómetros por hora e acompanhada de ventos sustentados de 60 quilómetros por hora e rajadas de 100.

O arquipélago filipino é atingindo anualmente por 15 ou 20 tufões durante a época de monções que, geralmente, começa em junho e termina em novembro.

Em novembro de 2013, o tufão Haiyan, um dos mais poderosos de que há registo nas Filipinas, fez 6.300 mortos, mais de 1.000 desaparecidos e 14 milhões de afetados.