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Depois de ter angariado mais de cinco mil euros para os bombeiros de Castanheira de Pêra, a iniciativa “Uma Imagem Solidária” regressa esta quinta e sexta-feira, desta vez no Mira Fórum (Porto). A campanha, que reuniu mais de 230 fotojornalistas e fotógrafos profissionais, tem como nova missão comprar fatos de proteção aos bombeiros de Castanheira de Pêra, como explica António Cotrim, impulsionador da iniciativa, à Agência Lusa.

Tudo começou a 17 junho, quando o incêndio florestal deflagrou no concelho de Pedrógão Grande e avançou para outros concelhos nos distritos de Leiria, Castelo Branco e Coimbra. O incêndio foi combatido por bombeiros de corporações de todo o país e também do estrangeiro. Em sinal de solidariedade, vários fotógrafos venderam imagens do seu portfólio e entregaram os lucros — 5.286 euros — aos bombeiros das zonas mais afetadas pelo incêndio, considerado o pior e mais mortífero de sempre em Portugal.

Agora, a campanha está de regresso com o mesmo lena da edição anterior — “o melhor de cada um de nós para o melhor de todos nós” — para provar que “a solidariedade não tem limites”, disse o fotojornalista António Cotrim. As fotografias vão estar exposição no centro comercial na Mira a partir das 20h30 de quinta-feira, 14 de setembro, e podem ser trocadas por donativos num mínimo de 20 euros. De acordo com o organizador da campanha, há imagens doadas por fotógrafos do Brasil, Alemanha e Macau.

Mesmo antes de ter começado, a segunda edição de “Uma Imagem Solidária” já está a dar frutos: a campanha conta com o apoio do Mira Forum, da Colorfoto , da Extincêndios e da EasyGest: o centro comercial oferece o espaço, a Colorfoto assegurou a impressão das fotografias) e a Extincêndios e EasyGest ofereceram, cada uma, quatro fatos de proteção para bombeiros. “Vamos mais uma vez dizer obrigado àqueles que estão sempre presentes, mesmo pondo em risco a própria vida. Alguns sabem que vão mas não sabem se voltam”, pode ler-se no comunicado da iniciativa.

O incêndio florestal de Pedrógão Grande matou 64 pessoas e feriu outras 254, sete delas com gravidade. Cerca de 500 habitações e quase 50 empresas foram afetadas pelo fogo, colocando em perigo o emprego de 372 pessoas. Estima-se que este desastre tenha provocado prejuízos diretos de mais de 193 milhões de euros. Serão precisos 303,5 milhões para reerguer as regiões fustigadas pelo incêndio.

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