Já disponível no mercado norte-americano, o recentemente renovado Ford Mustang prepara-se para desembarcar no Velho Continente, com várias alterações, estéticas e técnicas. Das quais se destacam uma nova caixa automática de 10 relações, mas também alterações nos níveis de potência. No caso do 2,3 litros EcoBoost, que é o motor mais direccionado para a Europa, menos 23 cv.

Com arranque da comercialização previsto o segundo trimestre de 2018 e com preços ainda por revelar, o renovado muscle car chegará com as mesmas alterações estéticas operadas na versão norte-americana. A começar pelas ópticas revistas e, a partir de agora, com tecnologia LED de série, grelhas, alterações subtis nos pára-choques, um novo painel de instrumentos e farolins traseiros ligeiramente redesenhados.

Bem mais importantes são as alterações operadas debaixo do capot dianteiro, onde o já conhecido V8 5,0 litros foi reconfigurado e debita agora 450 cv de potência, graças a uma nova entrada dupla de combustível, injecção directa de alta pressão e sistema de injecção de combustível de baixa pressão. Este último, destinado a aumentar o binário a baixa rotação.

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Igualmente alvo de alterações, mas por razões de controlo de emissões, foi o motor 2,3 litros a gasolina EcoBoost. Ao contrário do V8, a motorização mais procurada na Europa perdeu, e não ganhou, potência. Passando a debitar 290 cv, contra os anteriores 313 cv, fruto de uma maior pressão no sistema de escape, devido à adição de um filtro de partículas para que o modelo cumpra as exigentes normas Euro 6. Ainda assim, a Ford garante que o Mustang não verá as suas performances afectadas, em grande parte graças às capacidades da nova caixa automática de 10 velocidades e à função Overboost.

A nova transmissão desenvolvida pela Ford, em colaboração com a General Motors, destaca-se por integrar um novo sistema de passagens de caixa, denominado real-time adaptive shift-scheduling, o qual permite à transmissão adaptar-se a qualquer mudança de condições, seleccionando a mudança correcta. Sendo que, com o modo manual accionado, pode também ser operada através das patilhas no volante.

A suspensão também foi revista, passando a contar com amortecedores recalibrados e barras estabilizadoras mais rígidas, embora os clientes possam, opcionalmente, preferir um sistema de amortecimento MagneRide. Solução capaz de oferecer, segundo o fabricante, uma “resposta hiper-rápida às alterações do piso”, recorrendo para tal um a fluido específico dentro do amortecedor, que pode ser estimulado electronicamente, de modo a oferecer mais ou menos resistência.

Ford Mustang. Para os burnouts, é o que se quiser

Por outro lado, a par dos já conhecidos modos de condução Normal, Sport, Track e Snow/Wet, o Ford Mustang renovado passa a disponibilizar mais dois outros modos novos: Drag Strip, destinado a optimizar as performances em momentos de aceleração a fundo e em distâncias curtas; e o My Mode, que permite aos condutores seleccionarem as suas preferências em termos de performance, dinâmica e sonoridade.

Um novo conjunto de sistemas de assistência à condução e tecnologias de segurança ajudou o Mustang “europeu” a conseguir, igualmente, melhores resultados nos testes do Euro NCAP, pois o muscle car passou a integrar, de série, a travagem autónoma de emergência e o sistema de assistência à manutenção na faixa de rodagem, tendo ainda introduzido melhoramentos nos airbags dianteiros.