As sanitas de uma região suíça têm aparecido entupidas com maços de notas de 500 euros. A informação foi avançada por um jornal suíço e confirmada por uma fonte das autoridades de Genebra. Os maços em questão apareceram nas sanitas de três restaurantes e um banco em diferentes ocasiões nos últimos meses.

O procurador-geral, Henri Della Casa, confirmou a informação do Tribune de Genève e acrescentou que as notas rasgadas valeram, em tempos, dezenas de milhares de euros.

As primeiras pistas da investigação sugerem que a fortuna pertencia “a uma mulher espanhola que tinha guardado a quantia num cofre em Genebra há uns anos”. Contudo, Della Casa disse que as origens do dinheiro são desconhecidas.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu em maio acabar com a produção da nota de 500 euros — até agora a nota mais valiosa na zona euro. Devido a “receios de que [a nota de 500 euros] possa facilitar atividades ilícitas”, a autoridade monetária confirmou em maio uma decisão que já se previa desde meados de fevereiro.

A decisão, “permanente”, levará a que a emissão desta nota acabe em 2018. A produção vai cessar mas as notas de 500 euros existentes continuarão, contudo, a servir. Isto, claro, até que sejam absorvidas pelo eurosistema.

Em meados de fevereiro, Mario Draghi disse que havia “uma convicção crescente de que notas de elevada denominação são, também, usadas para atividades ilegais”. O presidente do BCE sublinhou, contudo, que a confirmar-se a retirada da nota isso teria de ser feito “com muito cuidado”.

A importância da nota de 500 euros, a nota mais valiosa de euro, tem sido discutida nos últimos meses e Michel Sapin, ministro das Finanças de França, disse no início do ano que “a nota de 500 euros é a mais usada para facilitar transações ilegais, não serve para pessoas como eu ou você comprarmos comida”. No topo das preocupações está o branqueamento de capitais e o financiamento de atividades terroristas.