O Sporting quebrou a série de triunfos consecutivos após o empate caseiro frente ao Steaua na receção ao Marítimo, a contar para a Taça da Liga. E somou mais um nulo em Alvalade, o segundo. No final do encontro, Jorge Jesus olhou mais para as soluções que ganhou do que para os possíveis problemas que o resultado poderá trazer na competição. E falou até de jogadores em termos individuais, o que não é muito comum no técnico.

“Jogámos com o Tondela no sábado, hoje é terça-feira. Lançámos estes jogadores porque achámos que estavam melhores e porque jogamos com o Moreirense no sábado, depois temos o Barcelona na quarta… Podemos ter dado um passo atrás por não ganharmos hoje, mas demos dois à frente porque pusemos estes jogadores a competir. Quando quiser lançá-los, já têm mais jogo e tenho mais certezas de alguns”, assegurou o técnico na flash interview após o final do encontro, antes de abordar as prestações de Ristovski e Podence.

O Ristovski deu-nos confiança para apostar nele. Quando o Piccini não estiver em condições, o Ristovski dá-nos confiança. Claro que ainda não está adaptado, mas dá-nos tranquilidade para quando precisarmos. Podence? Notou-se as quatro semanas que esteve fora, a falta de ritmo. Serviu para ele, mas falta-lhe jogo. É rápido, tem uma intensidade forte sem bola mas nesta meia hora não o fez porque não tinha ainda essas condições.

O que o treinador não sabia era que, mesmo empatando em casa sem golos frente ao Marítimo, acabou por fazer história em termos de Sporting: há 24 anos que os leões não passavam os primeiros dez encontros oficiais da época sem derrotas, algo que aconteceu para última vez com Bobby Robson no comando da equipa.

Ainda de acordo com o Playmakerstats, e sem contar com as épocas em que existia ainda o Campeonato de Lisboa, Jorge Jesus tornou-se mesmo o primeiro treinador português a conseguir tal feito, depois do inglês Randolph Galloway (1950), do uruguaio Enrique Fernández (1957), do brasileiro Otto Glória (1965), do inglês Jimmy Hagan (1977), do também inglês Malcolm Allison (1981), do uruguaio Pedro Rocha (1988), do brasileiro Marinho Peres (1990) e do inglês Bobby Robson (1993). Seguem-se Moreirense (Liga), Barcelona (Champions) e FC Porto (Liga), num ciclo infernal em oito dias antes de mais uma paragem para compromissos das seleções nacionais.