“Para além do amor ao nosso Sporting Clube de Portugal, o que temos mais, eu e Cristiano Ronaldo, em comum? Terça-feira direi a resposta certa! (de facto são muitas coisas mas nesta adivinha só uma delas conta). Aquele que adivinhar primeiro será convidado para assistir a um jogo na tribuna”, escreveu Bruno de Carvalho no Facebook no domingo. Hoje, terça-feira, surgiu a resposta. E essa foi a única notícia do Sporting-Marítimo, encontro que abriu a fase de grupos da Taça da Liga em Alvalade e que terminou sem golos.

E foi notícia porquê? Porque, através de um vídeo que passou nos ecrãs gigantes de um estádio mais composto para o que é habitual nos encontros relativos a esta prova do calendário nacional (mais de 22 mil espetadores, quase metade, face à média inferior a 15 mil do costume), o presidente do Sporting anunciou que vai ser pai pela terceira vez e que, tal como Cristiano Ronaldo, que espera também o quarto filho, fará o recém-nascido sócio dos leões. Não se sabia quem tinha adivinhado primeiro o quizz lançado por Bruno de Carvalho, mas o próprio deu a resposta na sua página nas redes sociais.

https://www.facebook.com/bruno.decarvalho.900/posts/1469203493172870

Ficha de jogo

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Sporting-Marítimo, 0-0

1.ª jornada do grupo B da 3.ª fase da Taça da Liga

Estádio José Alvalade, em Lisboa

Árbitro: Manuel Mota (AF Braga)

Sporting: Salin; Ristovski, André Pinto, Tobias Figueiredo, Jonathan Silva; Petrovic, Mattheus Oliveira (Daniel Podence, 56’); Iuri Medeiros (Acuña, 56’), Bruno César, Alan Ruíz (Battaglia, 74’) e Doumbia

Suplentes não utilizados: Pedro Silva, Mathieu, Palhinha e Gelson Dala

Treinador: Jorge Jesus

Marítimo: Amir Abedzadeh; Cristiano Gomes, Drausio Gil (Diney, 70’), Pablo Santos, Bebeto; Gamboa, Filipe Oliveira; Piqueti (Jean Cléber, 86’), Ibson (Ricardo Valente, 78’), Éber Bessa e Lundberg

Suplentes não utilizados: Rafael Broetto, Fabrício, Gildo e Rodrigo Pinho

Treinador: Daniel Ramos

Golos: nada a registar

Ação disciplinar: cartão amarelo a Petrovic (12’), Filipe Oliveira (24’), Drausio (33’) e Éber Bessa (77’)

E já agora, foi a única notícia porquê? Porque, não sendo globalmente um jogo muito mau, o Sporting-Marítimo foi um jogo de Taça da Liga, com tudo aquilo de bom e sobretudo de mau a que já nos costumamos a habituar.

A primeira parte teve dois ou três lances de algum perigo, algumas investidas sem último passe pelos corredores laterais e momentos penosos de futebol. Seria de esperar isto entre duas das três primeiras equipas do Campeonato? Não. Seria de esperar isto entre duas equipas que rodaram quase por completo as opções iniciais? Sim.

E atenção: não estamos a dizer que os habituais titulares do Sporting e do Marítimo são os melhores do mundo nem que os suplentes de ambos são os piores que já se viu. Simplesmente, existem rotinas, ritmos e combinações que só se ganham jogando em competição, o que nem todos conseguem porque só há espaço para onze. Fica a nota feita.

Petrovic, aos 20′, viu a trave negar-lhe aquele que seria o seu primeiro golo pelo Sporting (continua com uma média de 0% em seis jogos), oito minutos depois de ter visto o terceiro cartão amarelo pelos leões com uma entrada dura perto da área insular (voltou a ter uma média de 50% de admoestações em seis jogos). Ainda houve duas tentativas ao lado e por cima de Doumbia, um remate fácil para Éber Bessa e muitas bolas perdidas. De jogo foi isto.

A cadência da circulação em posse, a intensidade na disputa das bolas e o fio de jogo no último terço do campo deixaram muito a desejar. Mas se coletivamente foi isto, no plano individual houve destaques, para o bem e para o mal: no Sporting, Ristovski tem pedalada para ficar com o lugar de Piccini, Bruno César é um bombeiro pronto para apagar qualquer fogo e Doumbia é um constante quebra-cabeças para as defesas contrárias, mas Mattheus Oliveira voltou a andar fora dela e Iuri Medeiros não perde a vergonha futebolística que não teve quando andou a rodar no Moreirense ou no Boavista; no Marítimo, Bebeto tem nome de craque mas é um lateral que sabe defender, Piqueti tem técnica e velocidade para fazer estragos nas transições, mas Lundberg ficou perdido na frente.

No segundo tempo, quase sempre por Doumbia e uma vez com uma quase ajuda da defesa maritimista, o perigo rondou sempre mais a baliza dos visitantes mas golos que são bons, nem vê-los.

As entradas de Acuña e Podence para os corredores laterais deram outra velocidade e dinâmica ao Sporting, mas os insulares tiveram o mérito de, mesmo rodando muitos elementos, manterem sempre uma organização muito rigorosa em termos táticos e pragmática na forma como abordou todos os momentos do jogo, sem criar qualquer perigo ao estreante Salin. E assim o encontro caminhou para o final, com o teimoso 0-0 a manter-se.

Com tudo o que de bom e de mau isso tem, foi um típico jogo de Taça da Liga. Um jogo num dia onde a única notícia acabou mesmo por vir fora de campo e através dos ecrãs gigantes do estádio.