A passagem do furacão Maria pelo Mar das Caraíbas já provocou mais de 33 vítimas mortais, refere a agência de notícias France-Presse. Em Porto Rico, uma das ilhas mais afetadas, morreram 13 pessoas.

Bernardo Márquez, presidente da câmara da cidade, explicou que as mortes aconteceram depois da abertura das comportas do reservatório do Lago La Plata. Ao todo, foram resgatadas mais de quatro mil pessoas da região. Na quarta-feira, Donald Trump disse que Porto Rico ficou “totalmente destruído” pela passagem do Maria e que a situação era “muito, muito, muito delicada”. “A rede elétrica está destruída”, disse Trump. Esta só deverá ser completamente restituída depois de longos meses.

https://twitter.com/TodoenpcVE/status/911151110395703296

A ilha de Dominica, que também foi fortemente afetada na terça-feira, começou a emergir do isolamento com a chegada do primeiro navio de ajuda francês. Nessa ilha o número de mortos já chega a 15, elevando para 33 o número total de mortos, após contabilizar os três anunciados no Haiti e dois em Guadalupe.

Depois de devastar Porto Rico e Dominica, o furacão provocou a morte de duas pessoas na ilha de Guadeloupe, que pertence ao Governo francês, e de outra nas Virgin Islands norte-americanas. No Haiti, dois homens e uma mulher terão morrido por causa das cheias. Na quinta-feira, as autoridades registaram inundações em várias localidades do Haiti na sequência da subida do caudal dos rios. Em três dos dez departamentos no país, cerca de três dezenas de abrigos foram abertos para permitir às pessoas que vivem em áreas de risco se refugiem.

O furacão de categoria três está agora a dirigir-se com ventos de 200 quilómetros na direção das Ilhas Turcas e Caicos, onde deverá chegar ainda esta sexta-feira. Para as Bahamas, também existe a previsão de chuvas fortes e prolongadas ao mesmo tempo que se espera um agravamento na intensidade do furacão.

Neste arquipélago, as autoridades apressaram-se a construir novos abrigos, já que os que existiam foram destruídos na semana passada pela passagem do furacão Irma. Entretanto, a situação parece ser a mais grave em Porto Rico.

O Maria é o segundo furacão a atingir a zona das Caraíbas em menos de um mês e a maior tempestade a atravessar Porto Rico nos últimos 90 anos.

Artigo atualizado às 18h