Tech Auto

O seu carro pode vir a fazer-se ao piso. Com estes pneus

Já faltou mais para os pneus “falarem”. Tecnologias como a ContiSense e a ContiAdapt permitem a monitorização contínua do pneumático e a adaptação do desempenho do pneu às condições da estrada.

Autor
  • Francisco António

A Continental acaba de dar a conhecer, no Salão Automóvel de Frankfurt, dois novos protótipos de pneumáticos, capazes não só de manter uma vigilância constante sobre o seu estado, como até de se adaptarem aos diferentes tipos de piso. Tudo em prol de uma ainda maior segurança e conforto quando ao volante do automóvel. Mas não só: esta é a forma a como a empresa alemã se está a preparar para o futuro da mobilidade. Mas já lá vamos.

Apresentados ainda enquanto protótipos, estes pneus contam com duas inovadoras tecnologias, denominadas ContiSense e ContiAdapt. A primeira recorre a compostos de borracha condutores de electricidade para, a partir de um sensor instalado no pneu, enviar sinais eléctricos para um receptor no próprio automóvel, os quais informam, fruto de uma monitorização constante, sobre aspectos como a profundidade dos rasgos do pneu ou a temperatura da banda que toca no piso. Sendo que, sempre que os valores indicados como normais e adequados sejam ultrapassados ou, por exemplo, algum objecto se aloje no pneu, o condutor será avisado.

Face aos sistemas deste género já existentes, o ContiSense consegue ser, segundo a empresa, mais rápido no alerta, uma vez que as soluções actuais só avisam a partir do momento em que pressão começa a baixar. A Continental acredita ainda que, no futuro, esta tecnologia poderá mesmo vir a conseguir transmitir informações como a temperatura do alcatrão, a presença de neve ou gelo, ou ainda outras alterações no piso, graças à adopção de sensores adicionais. Dados esses que podem ser transmitidos para a eletrónica do veículo ou para um smartphone via Bluetooth.

Já a tecnologia ContiAdapt combina microcompressores integrados na roda para não só ajustar a pressão dos pneumáticos, como ajustar a largura do rodado que contacta com o piso, de acordo com as condições da estrada – sejam elas húmidas, irregulares, escorregadias ou normais.

Por exemplo, uma superfície de contacto mais estreita, combinada com maior pressão no pneu, permitirá uma menor resistência ao rolamento e uma mais condução eficiente em estradas irregulares e asfalto seco. Já um pneu com menor pressão e cuja área de contacto com o solo seja maior proporcionará maior tracção em pavimentos mais escorregadios. Sendo que esta tecnologia permite, inclusivamente, fazer descer a pressão nos pneus abaixo de 1 bar para, por exemplo, retirar mais facilmente o carro do estacionamento, em situações de neve alta.

Combinando os sistemas ContiSense e ContiAdapt, a Continental acredita que será possível usufruir num mesmo pneumático dos benefícios de ambas as tecnologias. Assim, dependendo da pressão dos pneus e da largura da jante, são activadas diferentes zonas de piso, com os pneumáticos a assumirem a “pegada” mais adequada às circunstâncias da condução ou às preferências do condutor.

Em termos práticos, significa isto que a companhia alemã está já a abrir caminho para a condução autónoma e para a mobilidade eléctrica. Neste último caso, a questão da autonomia é determinante, pelo que uma baixa resistência ao rolamento, por exemplo, permitirá que os automóveis eléctricos cumpram maiores distâncias com uma única carga. O que significa que um pneu com a capacidade de adaptar, de modo a assegurar uma maior eficiência energética, será vantajoso.

Mas estas duas novas tecnologias apresentadas em Frankfurt também configuram o próximo passo no desenvolvimento orientado para o futuro do sensor REDI, introduzido pela Continental em 2014, o que contribuiu para “estabelecer uma comunicação inteligente entre o veículo e o pneu”.

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