Governo

Governo avalia condições para fazer um estudo sobre pessoas com deficiência

O Governo quer fazer um estudo sobre a população com deficiência, estando a avaliar com o Instituto Nacional de Estatísticas se há condições técnicas para o realizar.

Miguel A.Lopes/LUSA

O Governo quer fazer um estudo abrangente sobre a população com deficiência, estando a avaliar com o Instituto Nacional de Estatísticas se há condições técnicas para o realizar, anunciou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Em declarações à agência Lusa, Ana Sofia Antunes revelou que tem tido “algumas primeiras reuniões” com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) para a definição e realização de um estudo abrangente sobre a população portuguesa com algum tipo de deficiência.

Está a ser analisado do ponto de vista técnico se o conseguimos ou não fazer”, disse a secretária de Estado.

Acrescentou que se tal não for possível, não perderão a oportunidade de explorar essa questão com os próximos Censos, em 2021. “Aquilo que eu gostaria era de poder fazê-lo um pouco mais cedo. Vamos ver se há condições técnicas para isso”, sublinhou.

O anuncio da secretária de Estado surge na sequência do inquérito realizado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), divulgado esta terça-feira, cujos resultados apontam para uma série de problemas que afetam as pessoas com deficiência.

De acordo com a consulta feita pela DECO, mais de metade dos cidadãos com limitações físicas não tem o problema oficialmente reconhecido, um em cada quatro tem dificuldade em aceder ao local de trabalho e a muitos falta dinheiro para adaptar a casa.

Ana Sofia Antunes admitiu que não conhecia o estudo, mas apontou que tem um problema de base que normalmente têm os estudos sobre esta matéria e que tem a ver com a fraca amostragem — a DECO inquiriu 2.854 pessoas com deficiência motora e sensorial — quando o universo populacional é muito superior.

Na opinião da secretária de Estado, para haver um estudo que seja efetivamente representativo, é necessário que tenha “dados mais abrangentes e mais absolutos sobre esta realidade”, com graus de amostragem muito superiores.

E isso das duas uma, ou o conseguimos fazer através do Censos, porque é o maior estudo estatístico que fazemos em Portugal, com maior capacidade de recolha de dados, ou conseguimos montar um estudo de outra natureza que nos dê estes dados, mas que tenha uma abrangência muito superior”, defendeu.

Ainda assim, Ana Sofia Antunes admitiu que o estudo da DECO demonstra algumas das realidades já conhecidas e onde há um trabalho a fazer, como por exemplo em matéria de emprego, defendendo uma maior sensibilização das entidades patronais, mas também uma maior articulação entre quem procura trabalho e quem tem interesse em empregar estas pessoas.

Por outro lado, apontou que os resultados do estudo também demonstram que o atual Governo está a caminhar no sentido certo, lembrando a criação da Prestação Social para a Inclusão em resposta aos 45% de inquiridos que afirmaram ter dificuldades em suportar as despesas diárias.

Sobre o facto de mais de metade das pessoas inquiridas pela DECO afirmarem não ter a sua deficiência reconhecida oficialmente, a secretária de Estado explicou que há duas realidades, por um lado as pessoas que não reconhecem que têm uma deficiência e, por outro, as que, mesmo reconhecendo, muitas vezes demoram a perceber que “lhes é vantajoso apresentarem-se a uma junta médica e terem um atestado de incapacidade”.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Governo

Fomos aldrabados

Fernando Leal da Costa
914

Finanças “sãs” não se podem construir à custa da perda do direito à proteção da saúde da população, mas o saldo deste governo são piores serviços, pior acesso, falta crónica de dinheiro e mais dívida.

PS

De novo, a propaganda socialista a chegar ao fim /premium

João Marques de Almeida
1.376

Uma certeza temos em relação aos governos do PS: está tudo a correr muito bem até ao dia em que começa tudo a correr muito mal. É quando a “política de comunicação” se torna curta para tanta realidade

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)