Alguns dos principais líderes republicanos estiveram reunidos na quarta-feira para apresentar uma proposta de corte de impostos que poderá ser uma das maiores já avançadas nos Estados Unidos. No documento, a que a agência de notícias Associated Press teve acesso, propõem-se cortes para os mais ricos, para a classe média e para algumas empresas apesar de manter também alguns benefícios fiscais bastante populares: por exemplo aqueles que ajudam milhões de americanos a comprar casa ou as deduções para as pessoas que ajudam instituições de solidariedade social.

“O dinamismo da economia dos Estados Unidos tem estado vedado a demasiadas pessoas no nosso país, o que justifica a sensação que muitos americanos têm de que o sistema está viciado contra as pessoas que mais trabalham. Com estas mudanças abrangentes, vamos criar um sistema mais justo, que alarga os benefícios dos cortes fiscais às famílias trabalhadoras, aos pequenos negócios e aos agregados com rendimentos médios”, lê-se no documento.

Entre outras propostas, o documento propõe um corte nos impostos das empresas de 35% para 20%, apesar de o Presidente Trump ter várias vezes defendido o corte até aos 15%, e também a substituição dos sete atuais escalões de impostos consoante o vencimento para apenas três e o alargamento do número de famílias que podem pedir deduções referentes aos gastos com as crianças.

De fora, fica a possibilidade de desenhar um imposto especificamente aplicável aos gestores de fundos financeiros que Trump tinha prometido em campanha mas que não está inserido nas diretrizes agora publicadas.

Resta saber se os republicanos conseguirão fazer passar esta reforma fiscal num Congresso onde as hostilidades entre Democratas e Republicanos mantém a ação legislativa praticamente parada.