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Europa

Estudo diz que vaga de calor no sul da Europa é consequência das alterações climáticas

A organização Climate Central defende que as vagas de calor que afetaram o sul da Europa durante o verão estão relacionadas com as alterações climáticas. Em 2050, temperaturas elevadas serão normais.

Esta vaga de calor atingiu particularmente o sudeste de França, Itália e Croácia

FAROOQ KHAN/EPA

Um relatório da Climate Central, uma organização não-governamental, defende que as vagas de calor que afetaram o sul da Europa durante o verão estão relacionadas com as alterações climáticas. Segundo os investigadores, que criaram modelos informáticos e monitorizaram as temperaturas, foram estas que tornaram dez vezes mais provável a ocorrência de um verão tão quente como o que foi registado. Em 2050, se o mundo não conseguir reduzir as concentrações de gás de efeito estufa na atmosfera, as temperaturas registadas durante este verão serão típicas no sul da Europa, indica o estudo.

Esta investigação foi realizada no âmbito do projeto científico internacional Worldwide Weather Attribution, que visa determinar se os episódios meteorológicos extremos estão ligados ao aquecimento global. “Descobrimos provas claras de uma influência humana no recorde de calor este verão — sobre a temperatura geral e especificamente sobre a vaga de calor, batizada com o nome ‘Lúcifer'”, indicou Geert Jan van Oldenborgh, investigador do Royal Netherlands Meteorological Institute (KNMI).

Esta vaga de calor atingiu particularmente o sudeste de França, Itália e Croácia. O estudo estima que um episódio deste tipo é hoje, em média, quatro vezes mais provável que em 1900. “Muitas comunidades no sul da Europa têm agora uma probabilidade de uma em dez de viver um episódio de calor tão forte como o deste verão. No início do século XX um verão assim era algo extremamente raro”, disse ainda Geert Jan van Oldenborgh.

Para o investigador Robert Vautard, do Laboratório de Ciências do Clima e do Ambiente (LSCE), “é essencial que as cidades trabalhem com os cientistas e os especialistas em saúde pública para desenvolver planos de ação, porque o calor extremo será a norma a meio do século”.

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