Os trabalhos do 11.º congresso da Frelimo, partido no poder em Moçambique, foram retomados esta manhã e têm na agenda a análise do relatório do comité central do partido, anunciou fonte partidária.

O encontro arrancou na terça-feira e decorre até domingo nas instalações da Escola Central da Frelimo, na cidade da Matola, arredores da capital, Maputo.

O relatório do comité central começou a ser apresentado na terça-feira pelo Presidente da República e líder do partido, Filipe Nyusi. O documento detalha as atividades realizadas pelo partido desde o último congresso, em 2012.

Na abertura do congresso, Nyusi elegeu como prioridade do partido e do país o combate à corrupção e disse que quer governar Moçambique até 2025 com taxas de crescimento anuais da economia de entre sete e 10%, a partir de 2020.

Mais tarde, noutra intervenção, viria a expressar preocupação com a elevada prevalência de HIV no país – aumentou de 11,5%, em 2009, para 13,2%, em 2015, de acordo com dados do inquérito Imasida, divulgados em março pelo Governo moçambicano. Da mesma forma, mostrou-se apreensivo com os casos de hipertensão e diabetes, referindo que o Estado tem reforçado o número de profissionais de saúde.

O programa desta quarta-feira do 11.º Congresso da Frelimo inclui ainda saudação por parte das delegações de províncias e países convidados.

O encontro vai eleger o presidente do partido, sendo Nyusi o único candidato conhecido, bem como um novo comité central, que posteriormente se deverá reunir para designar uma nova comissão política.