O primeiro-ministro desloca-se esta quinta-feira à Estónia para participar num jantar informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) convocado pelo presidente do Conselho Europeu para um debate “aberto e franco” sobre o futuro da Europa.

O jantar de trabalho informal antecede uma “cimeira digital”, que terá lugar na sexta-feira em Talin, capital da Estónia, e na qual António Costa não participará, regressando a Portugal para o último dia de campanha para as eleições autárquicas.

O mesmo sucede com o chefe de Governo espanhol, Mariano Rajoy, que se debate internamente com o polémico referendo previsto para domingo na Catalunha e também anunciou a sua ausência da cimeira.

Na carta-convite endereçada aos chefes de Estado e de Governo da UE para o jantar informal desta quinta-feira, o presidente do Conselho, Donald Tusk, lembra que, na sequência da vitória do ‘Brexit’ no referendo de junho de 2016 no Reino Unido, teve início, há um ano (setembro de 2016), em Bratislava, capital da Eslováquia, uma reflexão sobre o futuro da UE a 27.

Apontando uma série de áreas em que considera que ainda há “trabalho árduo” pela frente – como por exemplo na política migratória, na Defesa, no aprofundamento da União Económica e Monetária e nas relações externas -, Tusk reconhece que “não é possível debater todas estas questões em Talin”, mas sustenta que o jantar constitui “uma boa oportunidade” para discutir a abordagem a seguir, até com vista à organização da agenda de trabalho do Conselho.

Para garantir uma troca de pontos de vista informal, aberta e franca sobre estas questões, não haverá documentos sobre a mesa e não sairão conclusões escritas da nossa discussão”, apontou, na carta enviada há uma semana às capitais.

O jantar informal desperta mais atenções do que a cimeira de sexta-feira, cuja agenda tecnológica é “eclipsada” pela atualidade europeia, designadamente a recém-reeleição da chanceler alemã Angela Merkel, o projeto do Presidente francês, Emmanuel Macron, para a Europa, e a nova ronda de negociações para o ‘Brexit’.