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Autárquicas 2017

Dez coisas que tem de saber sobre estas eleições autárquicas

Quantos eleitores há, qual é agora o cenário político, os independentes aumentaram ou não. Alguns dados curiosos antes da votação do próprio domingo.

© Hugo Amaral/Observador

Autor
  • Agência Lusa

São 9,4 milhões os eleitores inscritos

Número de eleitores que vão ser chamados a votar no domingo para as eleições autárquicas para escolher os autarcas de 308 câmaras municipais e de 3.092 freguesias.

Portugal tem 9.412.461 eleitores inscritos que podem votar nas próximas eleições autárquicas, menos do que nas anteriores, em que estavam registados pouco mais de 9,5 milhões.

Há uma dúzia de votações

Esta é a 12ª vez que os portugueses vão eleger os seus autarcas em 43 anos de democracia.

O número total de candidaturas é de 12 mil

A estas eleições autárquicas concorrem 12.076 candidatos: 1.404 às câmaras municipais, 1.364 a assembleias municipais e 9.308 a assembleias de freguesia, que depois escolhem as juntas, de acordo com dados da Secretaria-geral do Ministério da Administração Interna (MAI).

Pelo país estão espalhadas 11.810 mesas de voto

No dia das eleições, vão funcionar 11.810 mesas de voto, com cinco membros por cada uma.

Os custos das eleições são de 6,6 milhões

O custo estimado das eleições é de 6,6 milhões de euros, ainda segundo a secretaria-geral do MAI.

Concorrem 90 independentes

Há mais de 90 candidaturas de cidadãos independentes às câmaras, quando em 2013 foram 77. Às assembleias de freguesia concorrem 948 listas de independentes.

Em 2013 houve 35.683 autarcas eleitos

Nas eleições de há quatro anos, foram eleitos 35.683 autarcas – entre presidentes de câmara, vereadores, deputados às assembleias municipais e membros de assembleias de freguesia -, mais do que a população do concelho de Portimão, Faro.

O peso do PS

O PS é, desde 2013, o maior partido autárquico, com 150 câmaras, incluindo uma em coligação, no Funchal, à frente do PSD, que tem 106 municípios, 86 sozinho e 20 em coligações.

A votação de 2013

Na noite das eleições, há quatro anos, a situação política em Portugal era diferente: o PS, na oposição, tinha como líder António José Seguro e o PSD e o CDS-PP, que concorreram em aliança a várias câmaras, estavam no Governo, com Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro.

O PSD, sozinho ou em coligação, conseguiu 106 câmaras: 86 em listas próprias e outras 20 em coligações (16 com o CDS-PP, duas com CDS-PP e o PPM, uma com o PPM e uma com CDS-PP, PPM e MPT).

A CDU, a coligação que integra o PCP e PEV, venceu em 34 câmaras e reconquistou municípios como Loures, Évora, Beja, Grândola e Cuba.

O CDS-PP, então liderado por Paulo Portas, conseguiu conquistar cinco câmaras municipais (Ponte de Lima, Albergaria-a-Velha, Vale de Cambra, Velas e Santana).

O BE perdeu o único concelho que governava, Salvaterra de Magos.

Os grupos de independentes, que passaram a poder candidatar-se desde as eleições de 2009, conseguiram a presidência de 13 municípios.

A abstenção foi a mais alta de sempre em autárquicas, situando-se nos 47,4%. As eleições de 1979 foram as que registaram a abstenção mais baixa (26,24%).

E como foi em 76

Ao longo dos anos, PS e PSD partilharam o título de maiores partidos autárquicos e nas primeiras eleições depois da revolução dos cravos, em 1976, empataram em número de câmaras: 115 cada.

Nessas primeiras autárquicas, o CDS elegeu 37 presidentes de câmara, a Frente Eleitoral Povo Unido (FEPU), antecessora da CDU, 36 e o Partido Popular Monárquico (PPM) uma, a de Ribeira de Pena, no distrito de Vila Real.

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